Que os bons se candidatem - Vitória News
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Opinião Pública
Que os bons se candidatem
Sérgio Rogério de Castro
Quando a democracia nasceu só os melhores, reconhecidos pela sociedade, podiam participar da política. A política já nasceu com este conceito de que era atividade da mais alta relevância.

Na rica experiência política que tive como atuante e interessado Senador Suplente, por 8 anos, avaliei que o número percentual de bons Senadores no Senado Federal, naquela legislatura, era em torno de vinte por cento, muito pouco. A grande maioria, cerca de sessenta por cento levava a minha classificação de medianos.

Os vinte por cento que faltam era de maus políticos, pessoas ruins, mais uma vez, na minha opinião, parlamentares que não deviam estar naquele plenário que já deveria levar o nome do ilustre brasileiro Ruy Barbosa, cujo busto se encontra lá, em posição de destaque. Não me refiro ao domínio, à fluência e beleza da oratória, nem à habilidade articuladora.

Meu critério abrange outros valores: aqueles que mostravam um verdadeiro espírito de brasilidade, que eram preparados para a função, honestos e comprometidos com a prevalência do interesse coletivo ao interesse pessoal ou de corporações de qualquer natureza, que liam, estudavam os projetos em discussão e votavam com responsabilidade. Acontecia, na maioria das vezes, que a maior parte desta maioria dos medianos era atraída, convencida pelos argumentos dos ruins, e o resultado de grande parte das votações era contra os interesses maiores do país.

A porta do céu é estreita e a do inferno é larga e alta. Todo tipo de argumentação superficial, oferta de cargos, vantagens e favores pessoais é utilizada pelos maus políticos para cooptar os medianos. Os bons são vacinados. Thomas Friedman, destacado colunista do New York Times, em recente entrevista, prevê que a política deve se transformar em breve, deixar de ser binária, esquerda/direita; estatista/liberal, governo/oposição e se tornar quântica, com uma infinita quantidade de alternativas ao mesmo tempo, a condição de estar em vários lugares ao mesmo tempo que os que ganharem eleições terão à sua disposição.

Compara a política a um furacão. Se o eleito ficar nas laterais vai se dar mal, ele precisa se posicionar no olho do furacão para poder exercer um mandato valoroso para toda a sociedade que ele governa ou representa. De novo insisto, que binária ou quântica, se não for um político com boa formação, honesto, comprometido com o valor de prevalência do coletivo sobre o pessoal, o que eu conceituo como um bom político, continuaremos tendo frustrações com o regime democrático, com os resultados de governos e representações, com fracos resultados na geração de melhor e maior bem-estar para todos, afinal, o objetivo síntese de um político de fato. Por isto que todas as pessoas de bem devem se preocupar em estimular os bons a se candidatarem. Tenho me preocupado e praticado isto.