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Opinião Pública
Porque não? Novos nomes no andar de cima
Rubinho Gomes
Quem assiste aos comerciais da Prefeitura de Linhares ora exibidos nas emissoras de televisão do Estado não percebe a intenção subliminar evidenciada no slogan "Linhares do Futuro". Isto quer dizer que o prefeito Guerino Zanon quer mesmo ser o candidato do MDB ao Governo do Estado na sucessão de Renato Casagrande. E, além do seu handcap comprovado neste início de seu quarto mandato no comando do maior município capixaba em extensão territorial, ele já começou a demonstrar que não está blefando para ceder a vaga para ninguém, muito menos para Rose de Freitas, a senadora que trocou o Podemos pelo MDB pensando novamente em concorrer ao Governo do Estado, a exemplo do que ocorreu em 2018, quando foi derrotada pelo atual governador socialista. Guerino Zanon acredita que muitos nomes estão desgastados e começa a demonstrar que está pronto para se apresentar como novidade na disputa pela sucessão governamental, aliada à sua experiência administrativa acumulada nos quatro mandatos exercidos em Linhares. Sem contar que foi Secretário de Esportes em dois dos governos PH e se elegeu presidente da Assembleia como aliado dele. Por isto investe agora na midia, pois no ano eleitoral de 2021 isto estará vedado pela legislação eleitoral. O gestor do Norte agora aspira o Anchieta, porque não?.

Também com base na região Norte, temos o deputado Felipe Rigoni eleito pelo PSB com votação tão expressiva que viabilizou a legenda mas está em vias de mudar de sigla podendo desembarcar até no ninho tucano, porque não?, pois a política sempre está em mutação. Ainda no Norte, seguindo para o Noroeste, quem está de bola cheia por lá é o prefeito de Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos, também com forte influência em Água Doce do Norte e outros municípios vizinhos. Ali, as pessoas até esquecem a trajetória de Enivaldo como deputado estadual influente na Era Gratz/Madureira/Valci Ferreira, até que ele percebeu a roubada em que o grupo estava metido e saltou fora do mandato vitalício de conselheiro do Tribunal de Contas do Espírito Santo. Enivaldo pode ser governamentável, também. Porque não?

No Sul, desponta a candidatura de Ricardo Ferraço, que exerceu o mandato de senador pelo PSDB e deixou o ninho tucano para assumir a presidência do DEM, controlado pelo pai Teodorico (talvez o mais longevo político com mandato no Estado) e pela madrasta, a deputada federal Norma Ayub. Ele esperava chegar ao Governo na sucessão de PH em 2010, quando era vice-governador e coordenador de um programa de investimentos que totalizava R$ 1 bilhão, mas teve que se contentar em disputar o Senado diante do acordo fechado por Lula-PH-Casagrande para abortar a candidatura Ciro Gomes à Presidência pelo PSB contra o poste Dilma Rousseff. Talvez este episódio de 11 anos atrás explique a atual resistência de Ciro Gomes em fechar qualquer acordo com o ex-presidente Lula para 2021. E Ferraço crê que agora chegou a sua vez. Porque não?

Pelo lado bolsonarista, Josias da Vitória e Evair de Mello se digladiam para conduzir o estandarte governista mas o candidato mesmo ao governo é Manato encarnando o antiCasagrande, papel que executa desde a eleição passada, sempre com a deputada federal Soraya Manato, que terá o dilema de concorrer a reeleição mesmo sendo candidata a primeira-dama do Estado no caso de vitória eleitoral do marido. Porque não?

Há pouco tempo, assisti na TV Guarapari (criada pelo pioneirismo de Ricardo Conde) uma reportagem do deputado federal do PSB Ted Conti apoiando moradores prejudicados pelas obras da concessionária Eco101 responsável pela duplicação do BR-101. Pelo menos ele deu as caras em plena pandemia. Claro que o Ted Conti com sua virtuose dos tempos de locutor não permitirá que seu desempenho pelas causas sociais seja ofuscado pelo inevitável Neucimar Fraga (PSD) que ganhou o mandato de presente com a eleição de Sergio Vidigal prefeito da Serra no final do ano passado.

Vidigal, aliás, teve uma candidatura ao Governo em 2006, quando fez figuração para perder a disputa para o reeleito Paulo Hartung.Tem portanto todo o direito de alimentar o sonho de comandar o Estado por quatro anos. A Serra tomou de Vila Velha na última eleição a primazia de ser o maior colégio eleitoral do Estado e, com Vidigal e o ex-prefeito Audifax Barcellos, pode se dar luxo de ter dois candidatos a governador. Porque não?