A polarização BolsoLula - Vitória News
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Opinião Pública
A polarização BolsoLula
Rubinho Gomes
Se Renato Casagrande vai mesmo ser candidato à Presidência da República e Paulo Hartung reitera em entrevista nacional pró-Luciano Huck que seu ciclo capixaba está encerrado, quem são os possíveis candidatos a ocupar a principal cadeira do Palácio Anchieta a partir de 2023? Já ouvi conversas de que, após se desligar da Rede, o senador Fabiano Contarato está a caminho do PT para ser o candidato do partido ao Governo mesmo sem ter cara de petista. Sim, porque candidato com cara de petista têm as chances reduzidas como ficou demonstrado na derrota de João Coser para Lorenzo Pazolini na última eleição para prefeito de Vitória.

Além do fato de ainda ter quatro anos de mandato no Senado mesmo se perder a eleição, Contarato tem um mandato afirmativo sobretudo após conseguir aprovar a mudança da legislação de trânsito que endurece a punição dos motoristas embriagados que forem responsabilizados pela morte de alguém em acidentes de trânsito, acabando com a impunidade nesse tipo de ocorrência. A outra opção do PT é o deputado federal Helder Salomão, que entretanto perdeu com seu grupo a disputa partidária para comando da legenda da estrela no Espírito Santo.

Claro que do outro lado está garantida a candidatura bolsonarista de Manato, pelo PSL, mesmo depois dele ser apeado do comando do Sebrae. Sim, porque o tal capitão Assunção não tem cacife para outra derrota numa disputa majoritária devendo partir para outro cargo legislativo, aqui ou em Brasília. Restaria ainda Rose de Freitas, que em 2022 encerra seu mandato no Senado. Eleita em 2014 quando Paulo Hartung derrotou Casagrande para seu derradeiro mandato no Anchieta, Rose disputou o Governo em 2018 pelo Podemos, partido do qual está de saída num retorno ao MDB do início de sua carreira política quando se elegeu deputada estadual em 1982 nos estertores do regime militar pós1964, quando o MDB foi esmagadoramente vitorioso em todo o Brasil.

Rose pode voltar a disputar o Governo ou a reeleição para o Senado e então quem seria o candidato do Podemos ao Anchieta? Bem, se Casagrande for mesmo disputar a Presidência, seu PSB não tem nenhum nome capaz de substitui-lo numa disputa majoritária, ainda mais com o desgaste evidente que a pandemia causa ao seu atual governo. Então seu candidato pode ser o recém-entronizado secretário de Governo, Gilson Daniel, ex-prefeito de Viana e ex-presidente da Amunes (Associação dos Municípios do ES), que inclusive coordenou as vitoriosas campanhas de seu sucessor em Viana, e também dos novos prefeitos de Vila Velha e Cariacica, cacifando-se para ficar de stand by. Ele tem até abril de 2022 para ficar no governo, quando terá que se desincompatibilizar para disputar no mínimo a Câmara Federal.

Quem mais poderia disputar o Governo? Se João Dória for mesmo candidato pelo PSDB à Presidência vai precisar de um candidato a governador em todos os Estados e quais os nomes que o partido teria para ir ao sacrifício. Diante dos sucessivos vexames de Arnaldinho Borgo no comando da prefeitura de Vila Velha -- inclusive causando a vergonha nacional de aparecer na imprensa como político que desconhece quem foi a médica Zilda Arns -- Max Filho pode ressurgir como efeito ressuscitador de suas realizações que começam a aparecer em Vila Velha diante da evidente incapacidade gerencial de Borgo, ainda mais agora que está em campo como presidente da seção estadual do Instituto Teotônio Vilela, mas há outros nomes no ninho como o do ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo Velozo Lucas. E a última vez que o PSDB entrou em campo para disputar o Governo ocorreu em 2002, quando Paulo Ruy Carnieli foi um anticandidato laranja da candidatura de PH, que concorreu pelo PSB depois de trair vergonhosamente o PPS.

No MDB além da volta de Rose, existe a possibilidade de lançamento da candidatura de Guerino Zanon, prefeito reeleito de Linhares. Fora isto, é possível que Camila Valadão ganhe mais expressão em seu mandato como vereadora em Vitória e que possa concorrer novamente ao Governo alavancando a legenda do PSOL, que pode ao menos chegar ao Legislativo estadual com o advogado André Moreira.

Temos ainda outra incógnita: a transferência do ex-senador Ricardo Ferraço do PSDB para o DEM (onde seu pai Teodorico Ferraço passou-lhe a Presidência e sua madrasta Norma Ayub ocupa um mandato de deputada federal). Fora isto só algo como reflexo da evolução da política nacional pois esta polarização Bolsonaro-Lula pode representar a opção do eleitorado por outro nome incluindo aí os governadores do Rio Grande do Sul (Eduardo Leite-PSDB), Espírito Santo (Casagrande-PSB), Maranhão (Flavio Dino - PCdoB) e o outsider Ciro Gomes (PDT, terceiro colocado na eleição presidencial passada). Qualquer desses nomes pode emergir do confronto previsível que parece cada vez mais difícil de evitar...