Uma farra à brasileira - Vitória News
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Opinião Pública
Uma farra à brasileira
Marcelo Rossoni
Para justificar os quase R$ 5,00 pelo litro da gasolina, a Petrobras afirma que os preços para veículos automotores e do óleo diesel para ônibus e caminhões, têm como base a paridade com o valor de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais custos do transporte e taxas portuárias.

Quem usa o automóvel para trabalhar e precisa abastecer quase diariamente para não sofrer pane seca nas péssimas e mal sinalizadas rodovias, sabe quanto precisa desembolsar, e está cansado de ouvir essa fanfarrice.
A estatal alega que, por haver livre concorrência, a paridade nos preços é necessária porque no mercado brasileiro as distribuidoras de combustíveis têm a opção de importação dos produtos.

A gasolina e o diesel que a Petrobras vende às distribuidoras são diferentes dos comercializados nos postos de combustíveis. A Petrobras diz que entrega às distribuidoras combustível tipo "A", ou seja, gasolina antes da sua combinação com o etanol, e diesel sem adição de biodiesel.

Já os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo "A", misturados a biocombustíveis.
No vai e vem dos aumentos, o consumidor fica perdido e sem entender a rápida elevação dos preços nas bombas, e a baixa velocidade quando há redução.

A empresa fala em preços médios, mas nada é mais injusto do que a média aritmética quando se deseja justificar aumentos, por exemplo.
Os preços médios informados pela Petrobras consideram a média aritmética nacional dos preços à vista, sem encargos e sem tributos, praticados na modalidade de venda padrão nos diversos pontos de fornecimento, que variam ao longo do território nacional, para mais ou para menos em relação à média. A variação pode ser de até 12% para gasolina A e até 9% para o diesel A.

O preço de venda às distribuidoras não é o único determinante do preço final ao consumidor. Como a lei do país garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas podem ou não se refletir no preço final, que incorpora tributos e repasses dos demais agentes do setor de comercialização: distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis, entre outros.

Quando se fala nos preços dos combustíveis discute-se tudo: mercado externo, principalmente. Mas a empresa esquece de falar dos seus custos internos, supersalários e da manutenção e instalações em sedes majestosas.