Me engana. Eu gosto! - Vitória News
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Opinião Pública
Me engana. Eu gosto!
Marcelo Rossoni
Há algum tempo virou moda a responsabilidade social e ambiental. Muitas empresas, como as que produzem artefatos de plástico como, por exemplo, copos, canudos, e potes para acondicionamento de produtos alimentícios, viraram alvos de ambientalistas, fundações e institutos, todos repletos de boas intenções.
Após viralizadas na Internet e nos noticiários das emissoras de televisão as imagens de uma tartaruga, com uma narina entupida por um famigerado canudo de plástico, começaram a “pipocar” em estados e municípios, leis que proíbem uso de canudos de plástico em bares e restaurantes.
Como o mercado não estava preparado para a proibição, não houve tempo para produzir canudos e copos e papel, fabricados e usados antes da ‘era do plástico’.
O “verdes” ganharam espaços generosos na mídia, apresentando como solução a forma antiga para canudos e copos. Entretanto, omitiram a informação de que o papel é produto de florestas plantadas, que substituíram as nativas, onde havia multidiversidade de espécimes.
Há posturas de toda natureza e para diversos gostos. Fala-se no misto de desenvolvimento econômico e conservação da natureza, capazes de andar lado a lado, gerando benefícios para meio ambiente e comunidades.
Querem mostrar que desenvolvimento econômico e conservação da natureza conseguem andar lado a lado, gerando benefícios para o meio ambiente e para a comunidade local. É o chamado ‘negócio de impacto’, que gera resultados financeiros positivos de forma sustentável e ainda protege e valoriza o patrimônio natural.
Os “verdes” classificam como “negócio de impacto” aquele capaz de gerar resultados financeiros positivos de forma sustentável e ainda proteger e valorizar o patrimônio natural.
Um belo milagre!
Algumas empresas predadoras do meio ambiente, das formas mais diversas e perversas, têm se aproveitado do “boom” da sustentabilidade para vender uma imagem e atitudes que não condizem com a realidade delas.
É a prática do greenwashing, que traduzido para a língua pátria, mais ou menos, quer dizer lavagem verde ou maquiagem verde.
Se a sua empresa retira seiva das árvores da floresta amazônica para fazer perfumes, que tal criar uma fundação para cuidar dos índios?
Nada mais justo e perfeito!