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Opinião Pública
Jair Bolsonaro preferiu jogar fora o sofá
Marcelo Rossoni
Há dias o portal de notícias www.vitorianews.com.br publicou reportagem informando que a Polícia Federal tem enormes e fortes indícios da existência de fraudes em processos de concessão de carta sindical a 150 organizações, sindicatos e federações no Ministério do Trabalho.
A quadrilha agia no ministério que vai ser extinto pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.
As entidades suspeitas aparecem em documentos e trocas de mensagens de investigados pela Polícia Federal na “Operação Registro Espúrio”. A acusação é de manipulação dos trâmites para obtenção de cartas sindicais e outros interesses.
Os investigadores da Polícia Federal suspeitam de um forte esquema de venda de atos administrativos que funcionava havia vários anos na pasta, historicamente aparelhada por partidos políticos e centrais sindicais no conhecido “esquema” do “toma lá, dá cá”.
As fraudes não eram apenas na concessão da carta sindical: permitiam alterar estatutos de entidades sindicais, ampliação de base territorial e até o número de categorias de trabalhadores representadas.
Era um vale-tudo. Há casos, sendo apurou a Polícia Federal, em que sindicatos, com políticos e servidores, atuavam para que pedidos feitos por instituições rivais fossem indeferidos fraudulentamente.
A carta sindical concedida pelo Ministério do Trabalho permite que o sindicato receba contribuições dos associados e outras receitas. No caso de federação é ainda mais grave.
As federações patronais são responsáveis pelos serviços sociais, conhecidos por “Sistema S”, que fazem gestão privada de recursos público, garantidos pelo Artigo 240 da Constituição Federal.
Consta do Artigo 240 da Constituição Federal “ Ficam ressalvadas do disposto no art. 195 as atuais contribuições compulsórias dos empregadores sobre a folha de salários, destinadas às entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical.”
O Artigo 240 da Constituição Federal é a capa protetora do Sistema.
Acabar com o Ministério do Trabalho como quer Bolsonaro não vai dar fim à roubalheira.
É como diz a anedota: “preferiu jogar fora o sofá onde ocorreu a traição”.