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Opinião Pública
Dengue: o cochilo das autoridades sanitárias
Marcelo Rossoni
A divulgação do 21º boletim epidemiológico da Dengue deixou a população do Espírito Santo apreensiva. Um “cochilo” das autoridades sanitárias do Estado e dos municípios foi responsável pelo absurdo número de notificações da doença.
Se houvesse eficácia no serviço os números seriam menores.
Está na hora de quem é responsável pelo combate ao mosquito da Dengue trabalhar um pouco mais, mas antes deve fazer o seu “mea culpa”.
Foram notificados inacreditáveis 37.560 casos de dengue no Espírito Santo com incidência de absurdos 945,53 casos por 100 mil habitantes entre a semana epidemiológica (SE) 1 (30/12/2018 a 01/01/2019) e a SE 20 (19/05/2019 a 25/05/2019).
Foram confirmados, oficialmente, 10 óbitos.
Geralmente as autoridades sanitárias colocam na conta das pessoas a responsabilidade pela eliminação dos focos, como se o maldito mosquito fosse exclusivamente urbano e só procriasse em jardins, bandejas de ar condicionado, de geladeiras e em utensílios domésticos que acumulam água. Pasmem!
Nas áreas públicas existem poças d’água, valas, lagos, represas e muito lixo por todos os lados
Prestem atenção: O ministério da Saúde considera três níveis de incidência acumulada das quatro últimas semanas dos casos de dengue: baixa (menos de 100 casos/100 mil habitantes), média (de 100 a 300 casos/100 mil habitantes) e alta (mais de 300 casos/100 mil habitantes). A taxa de incidência é um importante indicador de alerta e ajuda a orientar as ações de combate à dengue.
No Espírito Santo, segundo o Ministério da Saúde, a incidência de 945,53 casos por 100 mil habitantes, três vezes o limite máximo, demonstra claramente com que eficiência se combate ao mosquito transmissor da doença por aqui.
Está na hora de limpar as valas, drenar água empoçada e deixar de jogar nas costas da população toda a culpa.