Da toga à camisa do Mengão - Vitória News
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Opinião Pública
Da toga à camisa do Mengão
Marcelo Rossoni
Como se ainda tivesse sobre os ombros a toga, que dá aos tribunais um ar solene e que diferencia os magistrados dos comuns, o ex-juiz, Sérgio Moro, e que hoje está de passagem pelo cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, sentenciou “posso ter cometido um descuido”, sobre repassar uma informação para procuradores da Lava Jato por meio de um aplicativo de celular enquanto era juiz da operação em Curitiba.
Disse que não fez nada ilegal na condução dos processos e que os responsáveis pela invasão de celulares serão punidos.
Não é isso o que noticiam as 34 maiores e mais conceituadas publicações de vários países, inclusive dos Estados Unidos, de onde, afirmam seus desafetos, saiu a receita para prender o ex-presidente Lula.
Moro e Dallagnol poderiam usar a rede social para comentar o frio de Curitiba, qualidade do chimarrão, enfim toda conversa de compadres, mesmos combinar ou instruir um pupilo sobre como agir no caso do tríplex do Guarujá para condenar o ex-presidente, conforme demonstrado na reportagem especial do site The Intercept Brasil.
Sérgio Moro recebeu apoio do presidente Jair Bolsonaro e a “solidariedade” por parte da grande imprensa, que prefere demonizar a publicação do site The Intercept Brasil, do que analisar o conteúdo do “papo” em si.
É mais cômodo e aproxima esses veículos do Governo, que já demonstrou reiteradas vezes que não vai liberar verbas a rodo como faziam os de Fernando Henrique, o Príncipe; Lula, o Operário, e Dilma, a Guerrilheira.
E por falar em Dilma, em uma coisa ela se parece com Bolsonaro. Ambos têm um vocabulário curtíssimo e dificuldade de se expressar.
Mas para melhorar a autoestima de Moro, Bolsonaro o levou para assistir a um jogo do Flamengo, onde vestiram a camisa do Mengão.
Qualquer um seria aplaudido.
Teste verdadeiro seria os dois, na arena de Itaquera vestirem camisas do Sport Club Corinthians Paulista, ou simplesmente Timão.