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Opinião Pública
Ciao, ciao Battisti! Ciao!
Marcelo Rossoni
Bastou o nosso novo “messias” anunciar que mandaria de volta para seu país o assassino Cesare Battisti, condenado na Itália à prisão perpétua por cometer quatro homicídios, (dois policiais, um joalheiro e um açougueiro), para Michel Temer se antecipar e decidir pela extradição do criminoso italiano, agora procurado pela Polícia Federal.
Logo após o anúncio, o ministro do interior da Itália, Mateo Salvini, e Jair Messias Bolsonaro trocaram mensagens informais de elogios pelas redes sociais, meio eficaz utilizado pelo capitão reformado do Exército para derrotar, com folga, seus adversários nos primeiro e segundo turnos das eleições.
O asilo ou refúgio político, como preferem alguns, a Cesare Battisti, concedido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre pena por crimes de corrupção, foi um ato político e não jurídico.
A decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último dia de seu governo, negou a extradição com base em "fundado temor de perseguição política" se Cesare Battisti retornasse à Itália.
Na ocasião, o caso voltou ao STF porque o governo da Itália ajuizou uma reclamação, alegando que o ex-presidente da República descumprira decisão da Corte.
A reclamação é o instrumento jurídico apropriado para contestar o descumprimento de decisões judiciais e da autoridade do STF.
Na opinião do ex-ministro Tarso Genro, que deu parecer para embasar a decisão de Lula, a argumentação era que “seguiu-se orientação do próprio Supremo em caso semelhante, também um italiano”, acusado de ter jogado gasolina por baixo da porta da casa de um adversário político e depois ateado fogo no imóvel, onde estavam um gari, sua mulher e seis filhos. Dois morreram queimados.
Cesare Battisti tem currículo semelhante ao do seu conterrâneo: é italiano, ex-membro do Proletários Armados pelo Comunismo, que era um grupo terrorista de extrema esquerda.
A intenção de Lula foi fazer média com a esquerda radical internacional, concedendo asilo político ao criminoso italiano.
Matar a tiros um açougueiro ou atear fogo numa residência, incinerando crianças, para eles, terroristas italianos, seria um ato político justificável.
Ato político justificável por parte do Governo brasileiro é devolver Battisti para o cárcere italiano.
Ciao, ciao Cesare Battisti!
Ciao!