A previdência social e o conto do vigário - Vitória News
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Opinião Pública
A previdência social e o conto do vigário
Marcelo Rossoni
Políticos desinformados, jornalistas mal informados e economistas de TV, rapazes pouco conhecidos e de pouca barba aparecem nos noticiários inflando a necessidade da reforma da previdência social como única forma de salvar as contas públicas e permitir investimentos do Governo Federal.
O modelo atual de previdência é o maior de todos os males, segundo os arautos de maus agouros. Para os “menos letrados” agouro é uma palavra de origem latina. O agouro (ou augúrio) era uma previsão do futuro que era feita por sacerdotes romanos (áugures), com base na observação do voo e do canto das aves.
Todos nós sabemos que a iniciativa privada tem olho grande na previdência social e que as medidas anunciadas pelo governo e seus porta-vozes informais farão com que imenso número de pessoas migrem para os planos privados de aposentadoria.
Mesmo com estudos elaborados por técnicos da Receita Federal demonstrando ser superavitário o atual modelo, não se deu o devido crédito, nem a informação repercutiu porque a grande imprensa preferiu fazer “vistas grossas” ou “ouvido de mercador”, pois o interesse era outro.
Podem até ser verdadeiras as afirmações de falência do sistema, mas a falta credibilidade de quem fala é imensa, até porque não tem legitimidade para isso.
Por que o Governo Federal, gestor do sistema, não vem a público para informar detalhadamente todas as receitas de contribuições de empregados, patrões, e taxas como, por exemplo, COFINS, FINSOCIAL, renda com loterias e jogos bancados pela Caixa Econômica Federal?
Não são burros!
Não há interesse!
O noticiário corporativo massivo, dia e noite “martelando” a mesma coisa na cabeça do contribuinte falando de um suposto déficit convenceu muita gente, que repete e replica nas redes sociais suas preocupações.
O poder da mentira é imenso! Grandioso!
Foi colocada na conta de Joseph Goebbels, o arauto do nazismo, a frase: “uma mentira repetida mil vezes se torna verdade”. Por aqui essa máxima parece verdadeira.
O que não se explica é porque o trabalhador que contribui por 35 anos, com o valor máximo permitido, tem de se aposentar com pouco mais de R$ 5 mil e os servidores da previdência social, remunerados com recursos das contribuições dos trabalhadores, se aposentam com salário integral, às vezes superior a R$ 30 mil.
Parece uma piada, mas não é. É uma aberração!
É a pura verdade!
O trabalhador só se dá conta de que foi enganado, vítima de um verdadeiro “conto do vigário” quando se aposenta e recebe em casa o primeiro ”holerite”.
Até breve!