O mundo está melhor ou pior? - Vitória News
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Opinião Pública
O mundo está melhor ou pior?
Luiz Marins
Acabo de ler um livro muito interessante, publicado agora em 2018, de autoria de Steven Pinker, um psicólogo canadense, atualmente professor da Universidade de Harvard. O título é Enlightenment Now: The Case for Reason, Science, Humanism and Progress, editora Viking, 576 páginas (ainda não traduzido para a língua portuguesa até esta data) e que numa tradução livre pode ser Iluminismo Agora: o tempo da razão, da ciência, do humanismo e do progresso. Bill Gates (Microsoft) disse ser esse “o meu livro favorito de todos os tempos” e o livro vem recebendo críticas positivas das maiores revistas e jornais do mundo inteiro.

Em síntese, o que o Prof. Pinker afirma é que os pessimistas estão redondamente errados e o que o mundo está a cada dia melhor e não pior.

Para provar sua tese, ele utiliza uma enorme quantidade de dados sobre saúde, sustentabilidade, riqueza, desigualdade, meio-ambiente, paz, segurança, terrorismo, democracia, direitos humanos, conhecimento, qualidade de vida, felicidade, etc. (cada um desses temas são capítulos do livro) e em todos os campos, ele demonstra com números, dados e fontes confiáveis, que o mundo hoje é muitas vezes melhor, em todos esses setores, do que há anos.

“Qualquer pessoa que leia um jornal hoje, chegará à conclusão de que vivemos num mundo cheio de horrores. A Síria ainda está em guerra. Mais um lunático teve um acesso de fúria em uma escola americana matando crianças. O tom do debate político nunca foi tão grosseiro e venenoso quanto hoje” .

Porém, diz ele, se usarmos a razão e não a emoção, veremos que o número de pessoas em extrema pobreza no mundo diminui 137.000 por dia; que a distribuição da riqueza é a mais uniforme dos últimos 200 anos e o mundo se tornou 100 vezes mais rico; que o número de pessoas mortas em guerra hoje é menos de 1/4 do que na década de 1980; que durante o século XX os americanos se tornaram 96% menos propensos a morrer de acidente automobilístico, 92% menos propensos a morrer num incêndio e têm 95% menos chance de morrer num acidente de trabalho.

Em todo o mundo, aponta ele, o índice de QI (quociente de inteligência) aumentou 30 pontos em 100 anos, o que significa que a média de hoje é melhor que 98% das pessoas há um século, isso devido à melhor nutrição e estimulação.

Há dois séculos, apenas 1% das pessoas viviam em democracias, e até mesmo às mulheres e homens da classe trabalhadora era negado o direito de votar. Agora dois terços das pessoas vivem em democracias e até estados autoritários como a China são mais livres do que eram no passado.

As cidades do mundo, prova ele, eram muito mais violentas do que hoje. O que temos é uma enxurrada de informação a cada minuto mostrando o que antes não se conhecia.

Em seu capítulo chamado Progressofobia, ele afirma que intelectuais, que se dizem “progressistas”, na verdade odeiam o progresso. Jornalistas classificam de “ingênuo”, “Alice no País das Maravilhas”, “Poliana” e outros termos mais agressivos, qualquer pessoa que ouse mostrar dados racionais provando que o mundo não está desmoronando como eles querem e que salvo uma tempestade catastrófica de asteroides ou uma guerra nuclear, é provável que o mundo continue a melhorar.

Vale ler. O mundo e o ser humano são melhores hoje. Acredite!
Pense nisso. Sucesso!