As 8 horas que fazem a diferença - Vitória News
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Opinião Pública
As 8 horas que fazem a diferença
Luiz Marins
O dia tem 24 horas para todas as pessoas. Não há ninguém que tenha um minuto a mais. E essas 24 horas, teoricamente, estão divididas em três blocos de 08 horas. No primeiro bloco de oito horas, dormimos. No segundo bloco, trabalhamos. E no terceiro bloco de oito horas? O que fazemos?

Aí está a chave do sucesso. É justamente o que fizermos dessas oito horas restantes que determinará o nosso sucesso ou fracasso. É nesse período que percorreremos o “quilômetro extra”. É nesse período que faremos a diferença.

Veja bem. Ser o melhor, o mais dedicado, o mais competente durante as oito horas de trabalho, não é mais do que nossa obrigação. Se não formos os melhores nas oito horas de trabalho, o fracasso é certo, as promoções não virão e poderá até vir o desemprego. A verdade é que para se ter sucesso na vida e mesmo no trabalho, não basta ser excelente nas oito horas de trabalho.

É o que fizermos das oito horas restantes do sono e do trabalho que fará a grande diferença. E, geralmente, utilizamos mal essas valiosas oito horas. Não planejamos o que fazer com elas. Simplesmente as perdemos – perdemos tempo – como se diz. E esse tempo jamais voltará. Um minuto mal gasto é um minuto que jamais será recuperado. Vencerá, portanto, quem utilizar mais sabiamente essas oito horas restantes. Seja em atividades desportivas, de lazer ou utilizando-as para o aperfeiçoamento intelectual, fazendo cursos, participando de concertos, indo ao cinema, ao teatro, assistindo a programas educativos e culturais na televisão, essas oito horas devem ser motivo de análise e planejamento para todos nós. Elas farão a diferença, acredite!

É preciso que cada um de nós entenda, sem ilusão, que hoje, o mercado só terá lugar para os realmente competentes. E para que sejamos melhores é preciso que façamos mais do simplesmente dormir bem oito horas e trabalhar bem oito horas por dia. É preciso que façamos a diferença exatamente utilizando melhor as terceiras oito horas além do sono e do trabalho.

Fico impressionado ao ver que muitas pessoas não têm consciência da importância desse um terço da vida à nossa disposição. Muitos dirão que seremos sempre reféns de compromissos que não escolhemos. Temos exigências sociais que nos obrigam a comparecer a festas que não escolheríamos ir e tantos outros compromissos fora de nossa escolha. Nem sempre somos totalmente donos de nossas oito horas restantes. Mas também é verdade que temos ainda muito poder sobre elas.

E como usamos esse poder? O que fazemos com as nossas 08 horas além do sono e do trabalho? No que estamos empregando esse valioso tempo? Estamos criando em nós a diferença necessária para que possamos vencer neste mundo competitivo onde só os melhores sobreviverão com dignidade? Fazemos algum planejamento para a ocupação inteligente desse tempo livre menos comprometido? Investimos em nosso desenvolvimento pessoal e profissional?

Educar nossos jovens e filhos a utilizar bem essas oito horas é tarefa das mais sérias e urgentes. Vejo jovens vivendo num ócio destrutivo e muitas vezes com problemas de depressão por pura falta de atividade. Pais que não educam seus filhos a utilizar bem as oito horas além do sono e do trabalho serão mais tarde acusados pelos próprios filhos de não os terem orientado adequadamente.

Conheço adultos que hoje recriminam a falta de autoridade de seus pais, muitas vezes, já falecidos, por não terem feito com que eles estudassem um idioma estrangeiro ou música ou exigido leituras de qualidade ou mesmo aprendido novas tecnologias, no seu tempo de adolescência e juventude. O mundo competitivo em que vivemos não perdoará e cobrará muito caro dos que não se diferenciarem utilizando bem as oito horas que fazem a diferença.

Pense nisso. Sucesso!