Desafios para a logística ferroviária no Espírito Santo - Vitória News
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Opinião Pública
Desafios para a logística ferroviária no Espírito Santo
Guilherme Narciso de Lacerda
Há ameaças reais ao desenvolvimento do Espírito Santo, ocasionadas pela infraestrutura logística e por decisões federais. Nesse artigo trato, exclusivamente, das ferrovias. Em um segundo focarei nas rodovias.

A afirmação acima pode assustar, mas há fatos que a demonstram. As ameaças estão ao norte e ao sul.

Ao norte, a FIOL, que vai de Ilhéus até a ferrovia norte-sul, deverá ser um importante corredor exportador do centro-oeste e até do norte de MG. O seu trecho no percurso Ilhéus-Caetité já foi licitado e o governo federal prioriza recursos para sua continuidade.

Ao sul, modernizam-se as ferrovias MRS e a malha paulista da RUMO, levando grãos, minérios e contêineres com mais rapidez aos portos de São Paulo e Rio de Janeiro, O Porto do Açu tem expansão vertiginosa de suas operações e será alvo de extensão natural daquelas ferrovias.

Enquanto isso, o que ocorre por aqui? Temos a EFVM, a mais moderna ferrovia brasileira e de alto padrão internacional. Ela é operada pela Vale e teve recentemente a sua concessão renovada por mais 30 anos. A outra ferrovia é a antiga FCA, atualmente VLI. No ES os seus trechos estão desativados. A integração de suas linhas que partem de Goiás e cortam MG requer a utilização da EFVM, por direito de passagem. A renovação da concessão da VLI está em fase adiantada.

Acontece que utilizar a EFVM para cargas que não sejam as próprias da Vale é um calvário; que o digam as empresas com produtos potencialmente viáveis para serem escoados por ela. Não é a prioridade da empresa e as exigências regulatórias não bastam para sanar o problema.

Quanto à FCA, os trechos localizados no ES serão devolvidos e a empresa terá que recolher aos cofres públicos um certo valor por km. O governo federal insiste em utilizar os recursos da outorga e da devolução em outras regiões brasileiras. Uma agressão ao Espírito Santo.

O governador defendeu na audiência pública a modernização da ferrovia no trecho mineiro que encontra a EFVM, de forma a viabilizar o transporte de cargas oriundas do triângulo e norte mineiro, e de Goiás. A demanda não é suficiente. Há que se exigir que os recursos da outorga e devolução sejam aplicados na ferrovia para melhoramentos nos trechos situados no próprio estado. Há necessidade de terminais e de adequação de linhas que levem a ferrovia a todos os portos do estado. Hoje, os gargalos são muitos. As cargas não nascem nos portos, elas chegam aos portos.

O grande desafio é a extensão da ferrovia até o Rio de Janeiro. Esse projeto vem sendo anunciado e adiado por duas décadas. Agora, com a renovação da concessão da EFVM é possível que o trecho até Ubu saia do papel. Após a catástrofe de Mariana, o investimento passou a ser do interesse direto da VALE.

Mas é fundamental que a nova linha avance para o sul. A obra é de grande importância para o ES e viabilizaria de vez o Porto Central, o qual tem grupo empresarial decidido a construí-lo.

Portanto, é fundamental que as lideranças estaduais se unam em prol dos interesses do nosso estado que estão sendo deixados de lado.