Alianças estratégicas te levam mais longe

    Saber o momento oportuno para estabelecer alianças estratégicas dentro das organizações, que possam potencializar resultados, é sempre importante. Elas aceleram, complementam e proporcionam novos olhares para os negócios. Esse movimento colaborativo é fundamental para o crescimento, tanto das empresas quanto dos profissionais. Mesmo assim, muitos líderes e profissionais acabam não levando tão a sério essa questão, ou têm receio de se abrir para esse processo.

    Sou sincero em comentar que frustrações podem ocorrer. Mas gosto de continuar acreditando que esse é o melhor caminho e que, por mais que possamos chegar longe sozinhos, conseguimos ir ainda mais além quando compartilhamos esse caminho com quem pode agregar ao nosso projeto. Pensamentos diferentes, novas ideias e contrapontos potencializam a vontade de inovar e gerar resultados mais atrativos, além de possibilitar que canalizemos nossa energia no que de fato somos bons.

    A ideia da polivalência, que é muito importante para o mercado e para a nossa vida, funciona quando falamos de um domínio superficial sobre algumas coisas. Porém existem momentos em que o conhecimento precisa ser um pouco mais profundo e consistente e, nem sempre, o indivíduo que joga em todas as posições vai ser suficiente. Tem horas que o especialista se faz necessário: são nesses momentos que entram as alianças estratégicas, principalmente, com pessoas que de fato sejam muito boas no que é preciso para o seu projeto.

    Mas, como evitar as frustrações na escolha dessas alianças? Para isso, alguns pontos precisam ser considerados. Primeiramente é importante observar a trajetória da empresa/profissional com quem pretende criar aliança. Independente se nesse caminho houver tropeços – isso é até interessante, porque dá a chance de ver qual foi o comportamento deles e observar seus valores.

    Outro fator é a complementaridade. Por mais que seja interessante estabelecer alianças com alguém que está no mesmo mercado e domina habilidades similares às suas, existem situações em que ter alguém com habilidades que complementam, ou que suprem as deficiências existentes, é fundamental. É a velha teoria do trabalho em equipe – os iguais formam uma força, mas isso pode ser limitante em alguns momentos, e, neles, o diferente é essencial.

    Vale destacar que muitas vezes numa aliança estratégica existe uma potencialização, inclusive daquelas habilidades das quais já detemos um certo nível. Pois quando trazemos mais alguém para fazer parte do time, num determinado projeto, podemos entregar ainda mais, pelo simples fato de ter alguém com novas energias e que nos tira da famosa zona de conforto.

    Outro ponto a ser levado em consideração é a sintonia. Não é necessário concordar a todo momento, mas não faz sentido fazer uma aliança com alguém com quem se tem dificuldade de ficar no mesmo ambiente. Na mesma linha, é importante que os desejos, as perspectivas de resultado sejam similares.

    Por último, é essencial que haja transparência do início ao fim do processo. Em toda e qualquer aliança estratégica, na vida e nos negócios, ela se faz necessária. Com ela, mesmo nos momentos de desacerto, descompasso, tudo fica mais tranquilo. Não tem como estabelecer uma aliança entre empresas, executivos, ou profissionais liberais quando não existe transparência. É muito mais fácil, coerente e melhor se, desde o primeiro momento, formos transparentes, claros e objetivos no processo de comunicação. Assim todos sabem exatamente o que cada um quer e podem decidir se aquela aliança faz sentido de fato.