A política do medo implementada pelos políticos e o sensacionalismo midiático

Primeiramente, torna-se necessário ressaltar que os veículos de comunicação são capazes de transformar o crime e a violência em um “belo” espetáculo de instrumentalização do medo operado pelos políticos, especialmente durante o período eleitoral.

Sendo assim, nas mais variáveis sociedades, as campanhas eleitorais possuem como finalidade proporcionar palco da polarização de posições em face das políticas públicas de segurança.

De um lago, procuram-se as posições que asseguram a aplicação nas chamadas políticas distributivas, ou seja, capazes de promover a justiça social, assegurando assim o amplo respeito as normas dos Direitos Humanos, em todas as fases, inclusive no sistema prisional.

De outro modo, estão os políticos que defendem as chamadas políticas retributivas, ou seja, a contenção da criminalidade através da aplicação da lei e ordem, impossibilitando a reincidência.

Ora, esse debate é bastante polarizado, os políticos que apostam nas políticas distributivas tendem a enxergar no criminoso como vítima da desigualdade social que tanto assola o Brasil, em contrapartida, os defensores das políticas retributivas enxergam o criminoso como um ser independente que no caso concreto fez uma opção moral pelo mal, inclusive alguns detém uma carreira no mundo do crime.

Não se pode negar, que a política retributiva tem obtido mais êxito na manipulação dos sentimentos coletivos de medo e insegurança, pautado no autoritarismo que ainda persiste na América Latina.

Ademais, os sistemas autoritários sempre buscaram responder a “cultura do medo” se aproveitando dele para uso arbitrário da força, na ditadura foi o medo ter se tornado mais difundido na polução urbana, não apenas associado aos comunistas, mas com o crescimento do crime urbano, estendeu-se para todas as pessoas, com isso qualquer um pode ser o seu inimigo.

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Thales Moreira

  • Thales Moreira

    Advogado, pesquisador social e especialista em direito constitucional, com ênfase na garantia dos direitos fundamentais.

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