Publicação destacou a força da introdução orquestral e colocou o Brasil no topo do ranking entre os 48 países do Mundial
O Hino Nacional Brasileiro foi eleito o mais bonito entre os 48 países que disputam a Copa do Mundo de 2026, segundo ranking publicado pelo The New York Times, por meio da editoria esportiva The Athletic. A lista foi assinada pelo jornalista Tim Spiers e combina avaliação musical, observações sobre a execução dos hinos nos estádios e uma boa dose de humor.
Na análise, o hino do Brasil aparece no primeiro lugar, à frente de França, Portugal, Colômbia e Escócia. O texto destaca principalmente a introdução orquestral da composição brasileira, apontada como o grande momento da música antes da entrada da letra.
A publicação também chama atenção para a duração do hino e para a intensidade dos versos, cantados em ritmo acelerado. Para o jornal, a combinação entre melodia, dramaticidade e força simbólica ajuda a explicar por que a canção brasileira se destaca entre os hinos das seleções que estão no Mundial.
O texto ainda relembra a Copa de 2014, quando jogadores e torcedores brasileiros cantaram o hino a plenos pulmões nos estádios. A cena marcou aquela campanha, embora tenha passado a ser lembrada também pelo contraste com a derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal.
Na Copa de 2026, a execução do Hino Nacional Brasileiro voltou a chamar atenção antes das partidas da Seleção. O ranking foi publicado em meio à participação do Brasil no Grupo C, horas antes da vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, resultado que levou a equipe à liderança da chave pelo saldo de gols.
A última posição da lista ficou com o hino da Inglaterra, “God Save the King”. O detalhe chamou atenção porque a editoria esportiva The Athletic, responsável pelo ranking, tem forte presença no Reino Unido. O texto classificou a música inglesa de forma irônica e apontou falta de impacto na comparação com os demais hinos do torneio.
O Hino Nacional Brasileiro tem música de Francisco Manoel da Silva, composta em 1831, inicialmente sem letra. Os versos de Joaquim Osório Duque Estrada foram oficializados décadas depois, em 1922. A melodia permaneceu como símbolo nacional mesmo após a Proclamação da República, quando houve tentativa de substituí-la por uma nova composição.
No ranking divulgado pelo jornal, os dez primeiros colocados são Brasil, França, Portugal, Colômbia, Escócia, Equador, Argentina, Egito, Uruguai e Bósnia e Herzegovina.
Ranking completo