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Novos incêndios em Hollywood Hills mantêm pânico entre moradores e turistas

FolhaPress 09/01/2025 20:18

LOS ANGELES, EUA (FOLHAPRESS) - Um novo foco de incêndio perto de alguns dos cenários mais marcantes de Hollywood espalhou pânico na região entre moradores e turistas nesta quinta-feira (9), enquanto os bombeiros controlavam a situação com ajuda de helicópteros-tanque.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O fogo começou por volta das 17h30 da quarta-feira (22h30 em Brasília), numa rua próxima ao Runyon Canyon, parque popular pelas trilhas e vistas amplas da cidade. A entrada ao sul do local fica perto da Hollywood Boulevard, e a outra, ao norte, pela estrada Mulholland Drive, ambas panos de fundo para cenas icônicas do cinema.

Ainda estavam dentro da zona de isolamento o Hollywood Bowl, um dos maiores centros de entretenimento da cidade, o edifício da gravadora Capitol Records e o Dolby Theatre, onde a cerimônia do Oscar é realizada anualmente. Algumas partes de Beverly Hills, lar de muitas estrelas, também foram esvaziadas.

O incêndio ganhou o nome de Sunset Fire. A cidade tem outros dois focos maiores, a leste e a oeste de Hollywood, em Pacific Palisades e Altadena, respectivamente. Suas chamas já queimaram mais de 100 km² desde a terça-feira (7).

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A polícia local confirmou a morte de cinco pessoas na quarta-feira (8). Nesta quinta, porém, o xerife do condado de Los Angeles, Robert Luna, disse a jornalistas que estava insatisfeito com a quantidade de informação que recebeu sobre o assunto. "Honestamente, não sabemos ainda", declarou sobre o número.

Ele acrescentou que cerca de 180 mil pessoas receberam ordens para deixar suas casas, e a imprensa americana relata que 100 mil já o fizeram. A devastação causada pelas chamas fez algumas áreas parecerem ter sido alvo de bombas, comparou. Imagens de TV mostravam turistas com suas malas deixando hotéis de Hollywood a pé, perdidos em meio aos engarrafamentos, e praticamente todos os estabelecimentos fecharam.

Imagens nas redes sociais mostram cenas dramáticas, como a vista aérea da região de Palisades.

Outro vídeo viral mostra uma pessoa e um cachorro dentro de uma casa cercada por chamas. O usuário que postou o vídeo disse mais tarde que tanto o homem quanto o animal conseguiram fugir em segurança.

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Autoridades disseram que, só em Palisades, o fogo tomou cerca de 70 km² e destruiu 2.000 estruturas. Se comprovada, a marca faz dele não só o incêndio mais destrutivo da história de Los Angeles, como um dos cinco maiores do estado da Califórnia.

Especialistas afirmam que um conjunto de fatores impulsionou a propagação do fogo: os ventos fortes e quentes do inverno, chamados de Santa Ana, a baixa umidade e, o mais preocupante, o fornecimento inadequado de água pelos sistemas municipais. Os tanques foram projetados para combater focos localizados em um ambiente urbano, não para incêndios florestais de grande escala.

"Uma batalha contra o fogo com múltiplos hidrantes puxando água do sistema por várias horas é insustentável", disse Mark Pestrella, diretor do Departamento de Obras Públicas do Condado de Los Angeles, à agência de notícias Reuters. Além disso, a demanda de água para combater os incêndios em áreas de menor altitude estava dificultando a capacidade da cidade de reabastecer os tanques localizados em regiões mais altas.

O Consulado Geral do Brasil em Los Angeles manifestou solidariedade ao governo americano e informou que não há brasileiros entre as vítimas. Até aqui, três pessoas buscaram atendimento consular em razão do incêndio.

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Os ventos diminuíram de intensidade nesta quinta, mas os meteorologistas previam que eles retornariam à noite, com velocidades médias de 30 km/h a 50 km/h e rajadas de até 95 km/h.

Essas condições podem prolongar a ameaça de incêndios, especialmente devido à vegetação seca na Califórnia. Houve poucas chuvas na região desde a primavera passada, e nenhuma precipitação está prevista para os próximos dias.

Um estudo publicado na revista Nature nesta quinta sugere que a crise climática ainda tornou essa vegetação mais propensa a incêndios, uma vez que o aumento da frequência entre anos úmidos e secos tornaria as plantas mais suscetíveis à combustão.

A reportagem da Folha, situada em Hollywood Hills, presenciou helicópteros-tanque passando diversas vezes para se abastecer de água no Reservatório de Hollywood, outro parque de Hollywood Hills, do lado leste do bairro, que não era afetado.

O letreiro de Hollywood estava fora de risco, apesar de rumores e fake news de que estava em chamas.

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