Camisa 10 entrou com o jogo decidido contra a Escócia e ganhou minutos em noite de afirmação do Brasil
A vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a Escócia teve Vini Jr. como grande personagem, mas também marcou a estreia de Neymar na Copa do Mundo de 2026. O camisa 10 entrou aos 30 minutos do segundo tempo, no lugar de Matheus Cunha, quando a Seleção já controlava o jogo e a classificação em primeiro lugar no Grupo C estava bem encaminhada.
A participação foi curta e não mudou a história da partida. Neymar não foi protagonista, não precisou decidir e apareceu pouco em um jogo que já tinha sido resolvido pelo desempenho coletivo do Brasil, pelos dois gols de Vini Jr. e pelo gol de Cunha.
Ainda assim, a entrada teve importância para a sequência da Copa. Ancelotti conseguiu colocar Neymar em campo em um cenário favorável, sem pressão no placar e com menor risco de desgaste. Foi uma forma de reintegrar o camisa 10 ao time antes do mata-mata.
Logo em uma das primeiras participações, Neymar encontrou Vini Jr. em boa condição ofensiva, mostrando que ainda pode ser útil pela visão de jogo e pela capacidade de acelerar uma jogada com poucos toques. O lance não resultou em gol, mas indicou o tipo de contribuição que ele pode oferecer.
A estreia, portanto, foi mais simbólica e estratégica do que decisiva. Neymar voltou a jogar uma Copa, ganhou minutos e passou a ser uma alternativa real para Ancelotti. Não como centro da equipe neste momento, mas como uma peça que pode ser usada em jogos mais travados, especialmente no segundo tempo.
O Brasil chega às oitavas com Vini Jr. em alta, Matheus Cunha marcando, defesa sólida e Neymar novamente disponível. Para a Seleção, a melhor notícia talvez seja justamente essa: o camisa 10 não precisou carregar o time, mas agora está no banco de opções para a fase decisiva.