O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, nesta sexta-feira (9), em Moscou, da parada cívico-militar que marca os 80 anos da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. A data, celebrada como o Dia da Vitória na Rússia, relembra o fim do conflito que devastou a Europa entre 1939 e 1945, resultando em milhões de mortes e profundas transformações no cenário global.
Em 1945, o Exército Vermelho anunciou a rendição incondicional das forças alemãs, selando o término da guerra na Europa. A celebração nacional que ocorre em Moscou é uma das mais importantes do calendário russo, reunindo milhares de pessoas para homenagear os veteranos e a memória daqueles que combateram o regime nazista.
Lula está no país desde quarta-feira (7), a convite do presidente russo Vladimir Putin, com quem manterá uma reunião bilateral durante o dia. A agenda oficial do presidente brasileiro inclui uma série de compromissos que terão impacto em diversos setores internacionais.
A programação do presidente começa às 10h, horário local (4h em Brasília), com sua participação na cerimônia principal na Praça Vermelha, localizada no centro de Moscou. Em seguida, ele participará de uma cerimônia de oferenda floral no túmulo do soldado desconhecido, símbolo da luta soviética contra a invasão nazista.
Ainda no início da tarde, Lula será recebido por Putin no Palácio do Kremlin para um almoço e seguirá com um encontro bilateral, onde devem ser anunciadas novas parcerias comerciais entre Brasil e Rússia, além de acordos nas áreas de ciência e tecnologia. Em sequência, o presidente brasileiro também se reunirá com o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico.
A agenda de Lula se encerra com um jantar oferecido pela Embaixada do Brasil em Moscou, que contará com a presença da primeira-dama Janja da Silva e de uma comitiva de ministros e autoridades, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Após a agenda em Moscou, o presidente e sua comitiva embarcarão para Pequim, na China, no dia seguinte. Lá, participará da cúpula entre o país asiático e os membros da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), nos dias 12 e 13 de maio. Durante a visita, o Brasil deve assinar, ao menos, 16 atos bilaterais com a China, ampliando a cooperação entre as duas nações.