Morre o maestro Laércio de Freitas, nome fundamental do choro, aos 83 anos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Morreu no início da tarde desta sexta-feira, em São Paulo, o maestro, pianista, compositor, arranjador e ator Laércio de Freitas, célebre pelo seu trabalho na MPB ao lado de nomes como Elza Soares, Erasmo Carlos, Marcos Valle e Maria Bethânia. Ele tinha 83 anos. Segundo a família, a morte se deu por causas naturais.

De formação erudita, Freitas “caiu no popular”, conta o amigo Helton Altman, para quem o músico foi um “divisor de águas incontestável” para o gênero musical do choro. “Ele chegou ao ponto de transformar o choro, maior música instrumental brasileira”, diz Altman

Nascido em 1941, em Campinas, se formou em piano pelo Conservatório Carlos Gomes e construiu sua carreira como compositor e arranjador de discos como “Quem é Quem” de João Donato, “Clara Nunes”, “Elza Soares”, de 1973, e “Contraste” de Jards Macalé. Ele ainda trabalhou com Maria Bethânia, Ângela Maria, Wilson Simonal, Ivan Lins, Martinho da Vila e Emilio Santiago.

Pai da atriz e cantora Thalma de Freitas, trabalhou também com os grupos dos maestros Radamés Gnatalli, Severino Araújo e fez parte do Tamba 4 substituindo Luis Eça no terceiro disco do grupo.

Seu primeiro disco solo é de 1972, “Laércio de Freitas e o Som Roceiro”, e foi cultuado por sua sonoridade ousada. A ele se seguiram obras como “São Paulo No Balanço Do Choro”, de 1980, e “Terna Saudade”, de 1988.

Entre outros CDs, lançou “Laércio de Freitas homenageia Jacob do Bandolim” com o violonista Alessandro Penezzi, que relê 13 músicas compostas por Jacob do Bandolim.

O músico também atuou, ao longo da carreira, como arranjador junto à Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a Osesp, e Banda Mantiqueira.

Ele deixa as filhas Thalma e Tricia, a esposa, empresária e produtora Piki de Freitas, além de três netos.

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