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Morre aos 83 anos Gracindo Júnior, ator e diretor que marcou a televisão brasileira

Vitória News 02/09/2026 10:50
Morre aos 83 anos Gracindo Júnior, ator e diretor que marcou a televisão brasileira
Foto: Acervo pessoal/Divulgação/RS

Filho de Paulo Gracindo, artista construiu carreira de mais de cinco décadas no rádio, teatro, cinema e TV e participou dos primeiros anos da Globo

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O ator e diretor Gracindo Júnior morreu aos 83 anos. A informação foi confirmada pela família nesta quarta-feira (2). O artista estava no Rio de Janeiro e a causa da morte não foi detalhada publicamente até o momento.

Nascido Epaminondas Xavier Gracindo, em 21 de maio de 1943, no Rio de Janeiro, ele construiu uma trajetória de mais de cinco décadas e atravessou diferentes fases da dramaturgia brasileira.

Filho do ator Paulo Gracindo, um dos grandes nomes da história do rádio e da televisão no país, Gracindo Júnior começou a trabalhar ainda adolescente. Aos 15 anos, ingressou na Rádio Nacional, onde atuou como ator e também exerceu outras funções ligadas à programação. 

Dos palcos para a televisão

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A carreira no teatro começou no início da década de 1960. Poucos anos depois, Gracindo Júnior passou a integrar o grupo de artistas que participou dos primeiros momentos da TV Globo, inaugurada em 1965.

Na emissora, esteve em produções como Padre Tião, Os Ossos do Barão e O Bem-Amado.

Um dos trabalhos mais importantes veio em 1976, com O Casarão, de Lauro César Muniz. Gracindo Júnior interpretou João Maciel na juventude, enquanto seu pai, Paulo Gracindo, viveu o mesmo personagem na fase mais velha.

Sucesso em Dona Beija

Na década de 1980, o ator também teve passagem marcante pela TV Manchete.

Em A Marquesa de Santos, interpretou Dom Pedro I e contracenou com Maitê Proença. Dois anos depois, voltou a atuar ao lado da atriz em Dona Beija, na pele de Antônio Sampaio.

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A novela se tornou um dos maiores sucessos da história da Manchete e projetou ainda mais o trabalho de Gracindo Júnior. 

De volta à Globo, acumulou participações em produções como Tenda dos Milagres, Mandala, O Salvador da Pátria, Rainha da Sucata, Deus nos Acuda, Explode Coração, Anjo de Mim e Celebridade. 

Também construiu carreira como diretor

A trajetória de Gracindo Júnior não ficou restrita à atuação.

Nos bastidores, trabalhou como diretor e supervisor de dramaturgia. No fim dos anos 1970, assumiu a supervisão do núcleo de novelas das 18h da Globo e dirigiu produções como Memórias de Amor e Marron-Glacé. Também teve passagem pela direção de programas de entretenimento. 

Cinema e teatro permaneceram presentes ao longo da carreira, permitindo que o artista transitasse entre diferentes formatos e gerações de profissionais.

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Uma família ligada às artes

Gracindo Júnior deu continuidade ao legado artístico iniciado pelo pai, mas construiu uma carreira própria como ator e diretor.

A ligação da família com a dramaturgia também passou para a geração seguinte. Entre seus filhos estão os atores Gabriel Gracindo, Pedro Gracindo e Daniela Duarte.

A morte do artista provocou manifestações de colegas e amigos do meio artístico. O ator Leonardo Brício, próximo da família, esteve entre os primeiros a comunicar publicamente a perda. 

Gracindo Júnior deixa como legado uma trajetória que acompanha parte importante da própria história da televisão brasileira, desde os primeiros anos das grandes emissoras até as produções que marcaram diferentes décadas da teledramaturgia nacional.

Fonte: informações confirmadas pela família, Memória Globo e imprensa nacional.

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