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Militares israelenses recuperam corpos de seis reféns mantidos em Gaza

FolhaPress 20/08/2024 20:24

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Israel recuperou os corpos de seis reféns que estavam perto de Khan Yunis, no sul Faixa de Gaza, de acordo com declarações do Exército e do gabinete do primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, nesta terça-feira (20).

Senac 16 de julho — Capa (rail)

As famílias de Yagev Buchshtab, Alexander Dancyg, Avraham Munder, Yoram Metzger, Nadav Popplewell e Chaim Perry foram avisadas, anunciaram os militares.

O Fórum das Famílias dos Reféns, uma organização que representa a maioria dos parentes das vítimas, reforçou o apelo ao governo para concluir um acordo de libertação de reféns com o grupo terrorista palestino Hamas.

"O retorno imediato dos reféns restantes só pode ser alcançado através de um acordo negociado. O governo israelense, com a assistência de mediadores, deve fazer tudo ao seu alcance para finalizar o acordo atualmente em negociação", afirmou.

O kibutz de Nir Oz, perto de Gaza, lamentou a morte de seu morador Avraham Munder. "Nir Oz anuncia com grande tristeza a morte de Avraham Munder, aos 79 anos, em cativeiro após meses de tortura física e mental."

Munder foi sequestrado com sua esposa, filha e neto, mas os demais membros de sua família foram libertados durante uma trégua de uma semana em novembro. O filho dele morreu no dia do ataque do Hamas.

SESC PICASSO

Enquanto isso, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, está no Oriente Médio tentando concluir um novo cessar-fogo e um acordo para libertar reféns -segundo levantamento da agência de notícias AFP, 71 estariam vivos e mantidos em cativeiro na Faixa de Gaza. O americano desembarcou nesta terça no Egito, onde prossegue com as negociações.

Durante reunião com o chefe da diplomacia americana, o ditador egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, cobrou um cessar-fogo o quanto antes e falou no risco de "uma expansão regional do conflito com consequências difíceis de imaginar". O Egito é um dos mediadores do conflito, junto com os EUA e o Qatar.

"Chegou a hora de acabar com a guerra, recorrer à sabedoria e defender a linguagem da paz e da diplomacia", disse Sisi segundo comunicado divulgado após o encontro com Blinken.

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O americano, por sua vez, disse que um acordo "tem de ser fechado" nos próximos dias. Na véspera, ele já havia dito que o esforço diplomático atual de Washington para implementar um cessar-fogo talvez seja a última oportunidade para estabelecer uma trégua no conflito que se estende há mais de dez meses.

Em paralelo, o Hamas criticou as declarações feitas pelo presidente dos EUA, Joe Biden, de que a facção estava se afastando das negociações por um cessar-fogo em Gaza. "Essas declarações enganosas não refletem a verdadeira posição do movimento, que deseja alcançar um acordo", disse a facção.

Mas os impasses continuam. Segundo pessoas que participam das conversas, ainda há divergências sobre a presença militar de Israel em Gaza -especialmente na área próxima da fronteira com o Egito-, a circulação de palestinos no território e o número de prisioneiros que poderiam ser libertados em uma eventual troca.

Depois do encontro com o ditador egípcio, Blinken viajou a Doha, onde deverá se reunir com o ministro de Estado do Qatar, Mohammed bin Abdulaziz al-Khulaifi. Um encontro com o líder do país, o xeque Tamim bin Hamad al-Thani, estava inicialmente nos planos, mas precisou ser cancelado sob a justificativa de que o emir não estava se sentindo bem, de acordo com autoridades americanas mencionadas pela Reuters.

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Apesar dos impasses que persistem, Blinken classificou as reuniões da véspera de "muito construtivas". Segundo ele, os encontros mostraram que Israel está disposto a aceitar a proposta de trégua apresentada por Washington. "Agora cabe ao Hamas fazer o mesmo", disse ele na ocasião.

Os representantes da facção, porém, acusaram Netanyahu de "frustrar os esforços dos mediadores" e disseram que as autoridades americanas estavam "pintando um quadro excessivamente positivo".

A guerra em Gaza começou em 7 de outubro de 2023, quando homens armados do Hamas invadiram comunidades israelenses, matando cerca de 1.200 pessoas e sequestrando 251 reféns, de acordo com contagens israelenses.

A resposta israelense em Gaza já deixou 40.173 mortos e 92.857 feridos no território desde o início do conflito, segundo o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas.

Durante o conflito, as forças de Tel Aviv devastaram grandes áreas do território palestino e forçaram o deslocamento da maioria de seus 2,3 milhões de habitantes.

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