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Mergulhadores recuperam últimos corpos de italianos mortos em caverna subaquática nas Maldivas

Estadão Conteúdo 20/05/2026 11:27

Equipes de resgate recuperaram nesta quarta-feira, 20, os dois últimos corpos dos quatro mergulhadores italianos que morreram durante uma expedição em uma caverna subaquática nas Maldivas. O grupo havia desaparecido na última quinta-feira, 14, enquanto explorava uma caverna no Atol de Vaavu.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Os corpos levados ao necrotério foram identificados como os de Muriel Oddenino e Giorgia Sommacal. Na terça-feira, 19, as equipes já tinham recuperado os corpos de Monica Montefalcone e Federico Gualtieri. O corpo do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti foi encontrado próximo à entrada da caverna no mesmo dia em que o grupo desapareceu. Monica e Giorgia eram mãe e filha.

Segundo o porta-voz presidencial Mohameed Hussain Shareef, o resgate foi realizado por três mergulhadores finlandeses especializados, com apoio da guarda costeira e da polícia local.

Os quatro corpos haviam sido localizados na segunda-feira, 18, em uma das áreas mais profundas da caverna, a cerca de 60 metros de profundidade, o dobro do limite permitido para mergulho recreativo no país.

SESC PICASSO

As buscas chegaram a ser suspensas temporariamente após a morte de um mergulhador militar das Maldivas durante uma tentativa de resgate. A causa da morte dele ainda é investigada, mas colegas levantam a hipótese de narcose por nitrogênio ou complicações relacionadas à descompressão em grandes profundidades.

Segundo o governo das Maldivas, os corpos estavam praticamente juntos na parte mais interna da caverna. As autoridades também afirmaram que, embora a expedição tivesse autorização oficial, pelo menos dois dos mergulhadores mortos não constavam na lista inicial apresentada às autoridades.

CONTADOR - BONUS

Shareef descreveu as condições dentro da caverna como "desafiadoras", com correntes fortes, baixa visibilidade e terreno difícil. Um alerta de mau tempo também havia sido emitido na região nos dias anteriores ao acidente.

A operação contou com mergulhadores enviados pela Divers' Alert Network Europe, organização especializada em segurança de mergulho. A equipe utilizou equipamentos conhecidos como "rebreathers" de circuito fechado, tecnologia que recicla o ar expirado e permite mergulhos mais longos em ambientes de alto risco. Fonte: Associated Press

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