Menino raptado pela mãe em SP é entregue à Justiça; mulher segue foragida

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O menino de cinco anos que foi raptado pela própria mãe em abril foi entregue pela família dela à Justiça nesta sexta-feira (7), em Santos (SP). A mulher segue foragida.

A criança foi levada à 2ª Vara de Família e Sucessões pela avó materna e pelo marido de uma das tias presas por supostamente terem ajudado a raptar o menino. A avó prestou depoimento. “A criança demonstrou certa resistência para essa entrega, porque ela já estava muito bem com a mãe”, disse a advogada Natália Bezan.

A defesa da mãe do menino tem a expectativa de que as duas tias sejam soltas agora que ele foi devolvido. “Considerando a manutenção da prisão das tias, entendemos que esta seria a melhor solução para retirá-las desta situação desagradável, já que ambas estão presas. Julgamos apropriado entregá-la neste momento para que as tias não continuassem a sofrer por algo que não cometeram”.

As tias são representadas por outro advogado. O UOL tenta contato com a defesa deles. Se houver resposta, o texto será atualizado.

Apesar de a guarda ser do pai e da avó paterna, os advogados da mãe do menino negam que haja sequestro ou cárcere privado. “Acreditamos que não se trata de um caso de sequestro e cárcere privado, pois, inicialmente, ela é mãe da criança em questão. Além disso, a criança não estava fisicamente restringida ou privada de sua liberdade, mas, sim, vivendo em condições normais”. A defesa também argumenta que não foi exigida compensação financeira.

Os advogados ainda tentam anular o mandado de prisão expedido contra ela. “Para permitir que ela possa retornar, prestar esclarecimentos e ficar próxima ao filho novamente”.

O UOL também tenta contato com a defesa do pai do menino sobre a entrega da criança. Se houver resposta, o texto será atualizado.

VÍDEO FLAGROU RAPTO

Uma câmera de segurança flagrou o momento do rapto. Nas imagens, é possível ver que a mãe sai de um carro vermelho e corre até a avó do menino. A criança cai e é arrastada por alguns metros, até entrarem no veículo, dirigido por outra pessoa.

A mochila do menino, que está de uniforme escolar, é deixada para trás. Quando o veículo sai do local, a idosa é amparada por outra mulher.

Guarda da criança foi dada em janeiro, diz defesa do pai. O menino foi deixado com a avó há três anos após a mãe justificar que precisava trabalhar, informou a advogada Talita Alambert. O garoto passou o fim do ano com a mãe e, desde então, ela teria ameaçado levá-lo para Sergipe, o que motivou o pedido de formalização da guarda da criança.

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