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Médico do Vasco que 'peitou' Diniz já salvou carreira de Rebeca Andrade

FolhaPress 23/09/2025 13:30

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Elogiado por sua postura no clássico com o Flamengo ao adotar o protocolo de concussão com Robert Renan e se mostrar irredutível mesmo com os apelos do zagueiro e do técnico Fernando Diniz, o médico do Vasco Rodrigo Sasson ficou conhecido no meio esportivo por recuperar a ginasta Rebeca Andrade após sua terceira lesão de ligamento cruzado do joelho direito, em 2019.

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O QUE ACONTECEU

Sasson acumula a função de médico do Vasco com a de supervisor da área médica do Comitê Olímpico Brasileiro e a de médico da seleção brasileira de ginástica artística. Ele chegou ao Cruzmaltino no final de 2020.

Com Rebeca, Sasson foi o responsável por reconstruir um enxerto no ligamento cruzado anterior do joelho direito da atleta. Esse enxerto havia sido colocado em 2017 e se rompeu durante um treinamento de solo no Campeonato Brasileiro da categoria. Antes, em 2015, a ginasta já havia operado no mesmo lugar.

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Após a recuperação com Sasson, Rebeca conquistou seis medalhas olímpicas, sendo dois ouros (salto em Tóquio-2020 e solo em Paris-2024), três pratas (individual geral em Tóquio-2020 e individual geral e salto em Paris-2024) e um bronze (por equipes em Paris-2024). Além disso, foram três ouros, quatro pratas e dois bronzes em Campeonatos Mundiais.

Rodrigo Sasson esteve com o COB nas três últimas Olimpíadas: Rio-2016, Tóquio-2020 e Paris-2024.

JÁ RECUPEROU OUTRAS ATLETAS CONHECIDAS

Rebeca Andrade foi o case de maior sucesso de Sasson, mas não o único. Ao longo de seu período no COB o ortopedista já recuperou outros atletas conhecidos da ginástica artística e também da nadadora ouro olímpico (Tóquio-2020) Ana Marcela Cunha e da tenista Luisa Stefani.

CASOS DE CONCUSSÃO NOS ESPORTES OLÍMPICOS

Lidar com um caso de concussão, como o de Robert Renan, não foi uma novidade para Sasson. Nos esportes olímpicos ele já havia passado por esse tipo de experiência.

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Por lá, porém, há diferenças nos protocolos em relação ao que é adotado pela Fifa. Nos esportes de luta, por exemplo, o tempo de afastamento do atleta é maior e pode levar até meses.

'PEITOU' DINIZ EM CASO ROBERT RENAN

"Tá tonto? Quanto tá o jogo?". Com duas perguntas o médico do Vasco, Rodrigo Sasson, chegou à conclusão em relação ao zagueiro Robert Renan: "Vai sair".

As questões fazem parte do protocolo de checagem e atendimento inicial para verificar casos de concussão entre os jogadores.

Depois que houve o choque de cabeça entre Robert Renan e Cauan Barros, ainda no primeiro tempo do clássico contra o Flamengo, não teve jeito. Substituição feita.

Nas imagens, deu para ver o médico dizendo a outros jogadores: "Não tem como. Ele não sabe nem onde está".

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O técnico Fernando Diniz chegou a argumentar: "Ele voltou, está consciente". Mas a decisão e as explicações do médico vascaíno prevaleceram. Até porque o jogador admitiu que estava tonto e não deu resposta satisfatória sobre o placar e nem sobre o local onde estava nas perguntas feitas pelo ortopedista.

O caso de concussão de Robert Renan é o segundo nas últimas duas rodadas do Brasileiro.

Semana passada, foi o goleiro Brazão, do Santos, contra o Atlético-MG. Mas a diferença é que, mesmo com um galo na cabeça, ele permaneceu em campo por mais alguns momentos. Depois, caiu e foi para o hospital.

Brazão cumpriu os cinco dias de afastamento das atividades, como prevê o protocolo, e a CBF pediu relatórios dos médicos santistas para checar o atendimento e se houve algum descuido.

O período fora de ação também será o destino de Robert Renan, também avaliado de forma mais detalhada no hospital.

Rodrigo Sasson é um médico especializado em ortopedia e traumatologia. Ele também é pós-graduado em Medicina do Esporte pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

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