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MEC aciona PF após ameaças de ataques a universidades nas redes sociais

Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos será chamada para investigar mensagens que citam incêndios e agressões a estudantes

Vitória News 09/10/2026 07:57
MEC aciona PF após ameaças de ataques a universidades nas redes sociais
O Ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou a decisão após denúncias envolvendo instituições como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal Fluminense (UFF).. Foto; Marcelo Camargo/ABr

O Ministério da Educação vai acionar a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal para investigar ameaças dirigidas a universidades federais por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A decisão foi anunciada pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, após denúncias envolvendo instituições como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal Fluminense (UFF).

Segundo o ministro, a preocupação é impedir que as ameaças evoluam para episódios de violência.

O novo pedido de investigação ocorre após um incêndio de grandes proporções atingir a UFPE. O prejuízo estimado pela universidade é de aproximadamente R$ 100 milhões.

A Polícia Federal já havia sido acionada para apurar as causas do incêndio. Com o surgimento de relatos sobre mensagens ameaçadoras nas redes sociais, o MEC decidiu solicitar também uma investigação específica sobre o conteúdo publicado e compartilhado na internet.

“Nós acionamos a Polícia Federal, que já instaurou inquérito sobre o incêndio em Pernambuco. Mas, após as ameaças verificadas nas redes sociais, nós vamos acionar agora a Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal”, afirmou Barchini.

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UFF também relata ameaças

A Universidade Federal Fluminense informou nesta quinta-feira (8) que recebeu denúncias envolvendo ameaças contra a instituição.

De acordo com a universidade, mensagens compartilhadas em aplicativos e redes sociais mencionavam a possibilidade de incêndiar instalações e agredir estudantes durante atos políticos.

A Polícia Federal também foi acionada para apurar o caso.

Segundo Barchini, o MEC mantém cooperação com a área de crimes cibernéticos da PF em situações consideradas de risco no ambiente educacional.

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“Toda vez que a gente tem uma situação de risco, a gente aciona a Diretoria de Crimes Cibernéticos da PF”, declarou.

O ministro afirmou ainda que o monitoramento das redes e as informações repassadas por estudantes, professores e reitores contribuíram para a decisão de ampliar a investigação.

Para Barchini, as universidades devem permanecer como espaços plurais, inclusive para manifestações de caráter político, mas eventuais ameaças precisam ser apuradas pelas autoridades competentes.

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