Ancelotti indica que atacante pode ocupar o lado esquerdo do meio-campo; Raphinha volta a ser opção no banco
Gabriel Martinelli ganhou força para substituir Lucas Paquetá no confronto entre Brasil e Noruega, neste domingo (5), às 17h, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Carlo Ancelotti manteve o mistério sobre a escalação, mas citou Martinelli duas vezes ao explicar as características que procura para ocupar a vaga deixada por Paquetá.
O meia sofreu uma lesão na parte posterior da coxa esquerda durante a vitória brasileira por 2 a 1 sobre o Japão, na fase de 32 seleções, e não estará disponível para o duelo eliminatório.
Segundo Ancelotti, o substituto precisará ajudar na marcação pelo lado esquerdo quando o Brasil estiver sem a bola e, ao mesmo tempo, ocupar a faixa central do campo durante as ações ofensivas.
“Precisamos de um jogador que possa defender pelo lado esquerdo, como fez o Paquetá, quando a equipe não tem a bola. Isto podem fazer Martinelli e Danilo”, afirmou o treinador.
Ancelotti explicou que a movimentação poderá mudar de acordo com o jogador escolhido. Em algumas situações, Vinícius Júnior pode ocupar uma posição mais central, permitindo o avanço do lateral Douglas Santos. Em outras, Martinelli poderia atuar como meia pela esquerda.
“Às vezes, pode ser o Vinícius e, nesse caso, o Douglas Santos avança. Às vezes, pode ser outro jogador, que pode ser o Martinelli. Muda a interpretação do jogador a depender das características”, acrescentou.
Danilo, Ederson e Matheus Cunha também foram citados como alternativas. O técnico ressaltou, porém, que a escolha não depende apenas da função individual, mas da capacidade da equipe de manter equilíbrio e proteção defensiva durante os ataques.
“Danilo é diferente de Martinelli, que é diferente do Matheus Cunha, como também é o Ederson. O equilíbrio não é somente escolher jogadores com diferentes características, mas manter boa vigilância quando a equipe ataca”, declarou.
Ancelotti também confirmou que Raphinha voltará a ser relacionado. O atacante se recupera de uma lesão na parte posterior da coxa direita sofrida na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, ainda na fase de grupos.
Desde então, Rayan ocupou a posição entre os titulares. Raphinha permaneceu em Nova Jersey durante a partida contra o Japão para dar continuidade ao tratamento e voltou a participar dos treinamentos com o restante do elenco nesta semana.
Apesar da evolução, o camisa 11 ainda não está em condições de iniciar a partida.
“O Raphinha está avançando muito bem. Não está 100%, mas pode estar disponível no banco, jogar alguns minutos. Estamos felizes com essa recuperação, porque ele é muito importante para a equipe”, disse Ancelotti.
O treinador também avaliou o crescimento do Brasil ao longo da competição. Na visão do italiano, a atuação da Seleção evoluiu a cada rodada.
Ancelotti atribuiu nota 5 ao empate com Marrocos na estreia, 6,5 à vitória sobre o Haiti, 7 ao desempenho contra a Escócia e 7,5 ao triunfo diante do Japão.
“Aprovados”, brincou o técnico ao concluir a avaliação.