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Marquinhos vive no PSG a reviravolta que precisa na seleção

FolhaPress 02/06/2025 11:30

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Consolidado como líder e agora respaldado pelo título da Liga dos Campeões, Marquinhos vive no PSG algo que ainda tem como "dívida" na seleção.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

No clube francês, foram anos explicando derrotas ou eliminações na Champions. E isso acabou no sábado, com a apoteótica goleada por 5 a 0 sobre a Inter de Milão, na final em Munique.

Olhando para a seleção, a missão é parecida. Sobretudo pelo fato de o zagueiro neste ciclo despontar como referência.

A geração sofre para jogar bem enquanto é renovada, mas tem na chegada de Carlo Ancelotti um novo sopro de esperança —apesar de faltar um ano para a Copa do Mundo.

No caso de Marquinhos, a questão é coletiva, mas também individual. Ele carrega nos ombros o pênalti perdido que sacramentou a eliminação diante da Croácia, no Qatar, em 2022.

HÁ VIDA SEM THIAGO SILVA

Os últimos anos têm sido uma espécie de emancipação para Marquinhos. A presença de Thiago Silva como parceiro e tutor na zaga do PSG e da própria seleção foram importantes para ele amadurecer —sobretudo no segundo ciclo de Tite.

SESC PICASSO

Marquinhos era o pupilo perfeito para o Monstro. Mas agora começa a construir capítulos nos quais ele é o líder da dupla. No time de Luis Enrique, o casamento é com o equatoriano Pacho e, por vezes, com Beraldo.

Na seleção, nada de Gabriel Magalhães na data Fifa atual. Ancelotti vai desenhar durante a semana como será a parceria. Quem sabe com Danilo, que é mais velho do que Marquinhos e que pode formar uma dupla mais tarimbada.

O momento atual de Marquinhos premia a decisão de abandonar um sonho antigo de jogar no Barcelona para engatar renovações de contrato com o PSG.

Não por acaso, virou pilar e capitão em uma fase do projeto que abriu mão dos medalhões Messi, Neymar e Mbappé.

CONTADOR - BONUS

Com a amarelinha, Marquinhos ganhou o ouro olímpico em 2016, no Rio, e a Copa América 2019, também em solo brasileiro.

A lembrança mais recente, no entanto, é a goleada por 4 a 1 sofrida diante da Argentina. Marquinhos teve Murillo e Léo Ortiz como parceiros de zaga —um em cada tempo. Coletivamente, o Brasil foi um desastre.

No ano que falta para a Copa do Mundo, a proposta é aproveitar o embalo do que alcançou lá fora para contagiar o grupo aqui. A começar pelo jogo de quinta-feira, contra o Equador, e do dia 10, contra o Paraguai.

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