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María Corina cobra posição mais forte dos EUA sobre eleição na Venezuela

FolhaPress 05/09/2024 18:34

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, fez um apelo aos Estados Unidos nesta quinta-feira (5) para que o país adote uma postura mais contundente em relação à conturbada eleição que, segundo o regime de Nicolás Maduro, confirmou a reeleição do ditador para um terceiro mandato.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Certamente acho que os EUA deveriam fazer muito mais", disse Corina, criticando Washington pela resposta que ela considera insuficiente diante das acusações de fraude eleitoral. A líder da coalizão opositora destacou que existem mecanismos internacionais para punir violações de direitos humanos e que é imperativo que tais medidas sejam aplicadas para garantir a justiça e a transição política em Caracas.

Agências internacionais e governos de inúmeros países, incluindo os EUA, contestam o resultado oficial. A ditadura chavista afirma ter vencido as eleições e se apoia sobre a chancela de seu Tribunal Superior de Justiça, aparelhado pelo regime. A oposição, perseguida por divulgar atas que Caracas diz serem falsas, reivindica a vitória na eleição baseada em parte dos documentos eleitorais a que teve acesso -pesquisas independentes sugerem indícios de veracidade nas atas divulgadas pela oposição.

SESC PICASSO

Corina ainda enfatizou a necessidade de reconhecimento internacional para González, que seria, em suas palavras, o verdadeiro vencedor das eleições. "O mundo sabe que Edmundo González é o presidente eleito e que Maduro foi derrotado por uma surra", afirmou durante um fórum virtual com a Americas Society/Council of The Americas. Para ela, é crucial que o novo governo, liderado pela oposição ao regime, seja reconhecido globalmente para avançar na resolução da crise política e econômica da Venezuela.

Os EUA e a União Europeia já declararam sua objeção ao resultado oficial e impuseram sanções amplas ao regime venezuelano, afetando altos funcionários e o setor petrolífero do país. O Departamento de Estado dos EUA também elaborou uma lista com cerca de 60 outras autoridades venezuelanas que podem ser alvo de sanções, mas nenhuma ação concreta foi tomada até o momento. Washington tem demonstrado disposição para considerar novas opções contra o regime de Maduro, mas ainda não se comprometeu publicamente com medidas mais drásticas.

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A líder opositora -que deu lugar à González na disputa após ser proibida de disputar a eleição-- também fez um apelo aos investidores e credores internacionais. Ela ressalta que uma transição rápida de poder seria benéfica inclusive para a recuperação econômica da Venezuela e para a redução de sua dívida, estimada entre US$ 60 bilhões e US$ 150 bilhões (entre R$ 335 bilhões e R$ 837 bilhões).

"As empresas devem entender que é de seu interesse, bem como dos credores da Venezuela, que a transição ocorra o mais rápido possível e que não apoiem o regime", afirmou.

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