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Mancha assume responsabilidade por ataque a torcedores do Cruzeiro

FolhaPress 13/11/2025 12:53

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A torcida organizada Mancha Alviverde, por meio de seu presidente, André Guerra Ribeiro, assinou no início deste mês um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) no qual assume a responsabilidade pelo ataque a torcedores do Cruzeiro no ano passado.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Uma emboscada feita por torcedores da organizada do Palmeiras contra cruzeirenses na rodovia Fernão Dias, na região de Mairiporã, em outubro de 2024, deixou um morto e 20 feridos. O ataque envolveu 120 pessoas, segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal).

O caso, que ocorreu no sentido Belo Horizonte, foi um revide a um confronto entre eles, em setembro de 2022, na mesma rodovia, mas em solo mineiro.

Conforme o TAC, a Mancha reconheceu que os "fatos foram planejados, organizados e executados por membros da agremiação".

No ataque, a torcida do Cruzeiro voltava de um jogo contra o Athletico Paranaense, em Curitiba. O Palmeiras havia jogado contra o Fortaleza, na capital paulista.

Ainda de acordo com o termo, a torcida comprometeu-se a indenizar as vítimas do ataque, a título de danos materiais e morais, no valor de R$ 2 milhões. Do total, metade será destinado à família do torcedor cruzeirense morto, José Victor Miranda.

SESC PICASSO

A empresa proprietária dos ônibus atacados receberá R$ 200 mil, para a reparação dos danos causados, com outros R$ 250 mil direcionados ao Fundo Municipal de Segurança Pública de Mairiporã. O saldo do fundo será distribuído para as vítimas que sofreram lesões corporais.

A Mancha também se comprometeu a não se envolver mais em "episódios violentos de natureza semelhante, notadamente em situações planejadas, organizadas ou da iniciativa de seus integrantes ou dirigentes."

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"E, para tanto, compromete-se também a coibir e punir com severidade qualquer membro/associado(a) que se envolva nesta espécie de atividade ilícita envolvendo torcidas de times de futebol, fixando a suspensão preventiva imediata de qualquer associado que seia indiciado pela Polícia Civil ou denunciado pelo Ministério Público como autor ou participe de emboscada, tumulto organizado ou crime mais grave", diz o TAC.

Pelo termo acordado, o MP também concordará com o retorno da torcida aos estádios – a Mancha foi proibida de acompanhar partidas pela FPF (Federação Paulista de Futebol) dias depois do ataque aos cruzeirenses, atendendo recomendação do próprio Ministério Público.

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