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Lula parabeniza Sánchez por proibir que aviões dos EUA saíssem da Espanha para atingir Irã

Estadão Conteúdo 18/04/2026 15:10

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, por ter fechado o espaço aéreo do país para aviões dos Estados Unidos envolvidos em ataques contra o Irã. Lula discursou neste sábado, 18, no evento de esquerda Global Progressive Mobilisation (GPM) em Barcelona, na Espanha.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Meu elogio, meu querido Pedro Sánchez, é pelo fato de você ter tido a coragem de não permitir que os aviões de guerra dos Estados Unidos saíssem daqui para atirar no Irã", disse o presidente brasileiro, durante uma seção do evento destinada a discursos de líderes de esquerda.

O petista foi recebido pela plateia com aplausos e sob cantos de "olê, olê, olá, Lula, Lula", evocando o jingle que usou na sua primeira campanha presidencial, em 1989. O presidente brasileiro foi citado em discursos de outros líderes, como o governador de Minnesota, Tim Waltz, que concorreu à vice-presidência americana na chapa de Kamala Harris, derrotada por Donald Trump.

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No seu discurso, Lula disse que o evento visa "mostrar ao mundo que a democracia não morreu." O petista afirmou que os progressistas não devem ter vergonha de se posicionar e defendeu que, em um mundo democrático, ninguém deve ter medo de falar suas opiniões, desde que as regras do jogo sejam respeitadas.

'América Latina é vendida como mundo do narcotráfico, Oriente Médio como terrorista'

O presidente Lula reclamou de rótulos pejorativos impostos à América Latina como terra do narcotráfico e do Oriente Médio como lugar de terroristas. Ele disse que são de mentiras propagadas contra as duas regiões.

O mandatário discursou logo antes do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Foi aplaudido várias vezes pelos presentes, em alguns momentos com os participantes de pé durante os aplausos.

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Lula criticou os Estados Unidos por atacar o Irã. Disse que não quer uma nova guerra fria entre a China e os Estados Unidos, mas sim "liberdade" e "livre comércio". Afirmou que os americanos e os europeus rejeitaram um acordo feito por Brasil e Turquia com o Irã na primeira década do século e agora voltaram a acusar os iranianos de produzirem armas nucleares.

"Estão atrás outra vez de construir a ideia de que o Irã iria construir uma bomba atômica. Não iriam construir uma bomba atômica. Nós precisamos acabar com essa história de contar mentiras sobre as pessoas para depois destruir as pessoas. A América Latina é vendida como se fosse o mundo do narcotráfico. O mundo árabe é vendido como se fosse o mundo do terrorismo. E quem é bom nesse mundo?", questionou, ironicamente.

Lula fez um apelo enfático aos líderes dos cinco países que são membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Seguindo o discurso que tem tido nos últimos meses, pediu que esses países convoquem uma reunião para discutir os vários conflitos mundo afora.

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"Quero dizer ao presidente Trump, ao presidente Xi Jinping da China, ao presidente Putin Vladimir Putin, da Rússia, ao presidente Macron Emmanuel Macron, da França e ao primeiro-ministro da Inglaterra Keir Starmer, que são os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU, pelo amor de Deus, cumpram com suas obrigações de garantir a paz no mundo. Convoquem uma reunião e parem com essa loucura de guerra, porque o mundo não comporta mais", disse.

O petista foi recebido pela plateia com aplausos e sob cantos de "olê, olê, olá, Lula, Lula", evocando o jingle que usou na sua primeira campanha presidencial, em 1989. Fez boa parte do discurso de improviso, somente com parte dele lido. Esse trecho em que fez o apelo pelo fim das guerras e o que ele reclama dos rótulos à América Latina e ao Oriente Médio foram de improviso.

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