Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 10h15m
Vitória News — Um jornal de verdade
Exterior

Kremlin minimiza ameaça de Trump a Putin sobre Ucrânia

FolhaPress 23/01/2025 15:40

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Kremlin minimizou nesta quinta-feira (23) a ameaça feita por Donald Trump de criar novas sanções e tarifas se Vladimir Putin não negociar um acordo para pôr fim à Guerra da Ucrânia, iniciada pelo russo há quase três anos.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Nós não vemos nenhum elemento particularmente novo aqui. Ele gosta desses métodos, ao menos gostava dele durante seu primeiro mandato", disse o porta-voz de Putin, Dmitri Peskov. Trump voltou segunda-feira (20) à Presidência dos EUA, que ocupou antes de 2017 a 2021.

Na quarta-feira (22), ele havia mudado o tom até aqui mais favorável aos russos no embate com os ucranianos, com uma postagem na rede Truth Social na qual se dirigia diretamente a Putin. "PARE essa guerra estúpida", escreveu, com maiúsculas.

"SÓ VAI FICAR PIOR. Se nós não fizermos um acordo, e rápido, eu não terei outra escolha senão colocar altos níveis de taxas, tarifas e sanções em qualquer coisa que seja vendida pela Rússia aos Estados Unidos e vários outros países participantes", completou.

Peskov lembrou que, durante seu mandato, Trump aplicou diversas sanções contra a Rússia, mas manteve o tom conciliador adotado por Putin desde que o republicano derrotou a rival democrata Kamala Harris em novembro.

SESC PICASSO

"Nós anotamos com cuidado todas as nuances [das falas de Trump]. Nós nos mantemos prontos para o diálogo. O presidente Putin fala repetidamente sobre isso, por diálogo igual, por diálogo mutuamente respeitoso".

A ameaça de Trump se estendia a outros países não nomeados. Em relação à Rússia em si, há pouco que o americano possa fazer mais do que o já duro arcabouço de sanções aplicados ao país devido à guerra. O comércio com Moscou é apenas residual, na casa de US$ 3,2 bilhões anuais em 2024.

Mas outras relações comerciais podem ser afetadas, embora haja meios de circum-navegar restrições. Os bancos chineses, por exemplo, passaram alguns meses do ano passado com dificuldades de financiar exportações para a Rússia por temor de novas sanções secundárias adotas pelos EUA.

CONTADOR - BONUS

Ao fim, o ano acabou com o maior comércio bilateral da história sino-russa, ainda que o ritmo de crescimento da relação tenha desacelerado. Já outros países, como o Brasil, podem teoricamente ser afetados, mas o fato é que tudo indica que Trump estava apenas usando bravatas para pressionar Putin.

Em solo, a guerra continua. A Rússia anunciou mais uma conquista territorial no leste ucraniano, mantendo o avanço para tomar o máximo de área antes de eventuais negociações. Em Zaporíjia, no sul, um ataque com mísseis e drones atingiu prédios residenciais, matando 3 pessoas e ferindo mais de 50.

Compartilhe esta notícia
Anuncio - Raimundo - Bonus

Notícias Relacionadas