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Justiça expede mandado de prisão contra suspeito de matar advogado na Vila Madalena

Estadão Conteúdo 07/08/2026 11:53

A Justiça de São Paulo atendeu a um pedido da Polícia Civil e expediu um mandado de prisão contra o suspeito do assassinato do advogado Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, encontrado sem vida, na madrugada do dia 10 de julho, na zona oeste de São Paulo.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O caso é investigado por meio de inquérito policial no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia procura o suspeito, que não teve o nome divulgado. Desta forma, a defesa não foi localizada.

O golpe do "Boa noite, Cinderela" é a principal linha de investigação da Polícia Civil para explicar a morte do advogado. A hipótese já havia sido levantada pelo advogado contratado pela família de Pedro, Marcelo Martins Ferreira, em conversa com a reportagem do Estadão no dia 15 de julho. "A principal hipótese é o 'Boa noite, Cinderela', e quem fez isso provavelmente exagerou na dose a ponto de acontecer essa fatalidade", disse o defensor.

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Ainda de acordo com Ferreira, a polícia também investiga duas transações financeiras que teriam sido feitas nas contas bancárias da vítima após o crime: uma no valor de R$ 20, no centro de São Paulo, para a compra de cigarros e cerveja, e outra de R$ 9.800, que acabou não sendo concluída em razão de um bloqueio realizado pelo aplicativo. Ambas as movimentações teriam acontecido na madrugada do dia 12 de julho.

O crime havia sido registrado como morte suspeita no 14º Distrito Policial (Pinheiros), mas foi encaminhado para a DHPP.

Saiu para assistir ao jogo da Copa do Mundo

Natural do Rio de Janeiro, Pedro estava em São Paulo e saiu com um amigo para assistir ao jogo da Copa do Mundo em um bar da Vila Madalena.

Conforme o registro dos boletins de ocorrência, aos quais a reportagem teve acesso, o advogado e o amigo pegaram um carro de aplicativo no início da madrugada do dia 10 de julho, por volta de 0h30, e foram da Rua Aspicuelta, na Vila Madalena, até a Rua Canário, em Moema, na zona sul, onde o colega de Pedro desembarcaria.

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Ainda de acordo com os registros, a corrida foi encerrada à 0h48, e o combinado era que Pedro seguiria para o seu hotel, na Vila Olímpia, em outro carro de aplicativo. Esse amigo, contudo, não sabe informar se o advogado realmente desembarcou para solicitar outro veículo ou se permaneceu no mesmo carro.

Segundo o advogado da família de Pedro, a motorista do veículo de aplicativo o teria levado de volta ao local de onde ele partiu com o amigo, na Rua Aspicuelta.

Testemunhas teriam visto a vítima passando mal e se deitando no chão na altura do número 1.108 da Rua Fradique Coutinho, que, apesar de estar localizada em Pinheiros, fica a poucos metros da Rua Aspicuelta.

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Ele chegou a ser atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou que Pedro estava com as pupilas dilatadas, havia vomitado e não apresentava sinais de violência pelo corpo. Ele não resistiu e morreu no local.

De acordo com Ferreira, o golpe do "Boa noite, Cinderela" - que consiste em dopar a vítima por meio da adulteração de bebida - pode ter acontecido depois do retorno de Pedro para a região da Vila Madalena.

"Tem um delay de duas horas, que foi o momento em que ele foi para Moema e voltou para a Vila Madalena. E, quando voltou, foi encontrado pela população", disse o defensor.

Pedro foi localizado sem seus documentos e, por isso, não foi possível fazer sua identificação de forma imediata. A família notou a falta de contato - a última atividade no celular foi a visualização do WhatsApp às 5h da madrugada do dia 10 de julho - e registrou o desaparecimento do advogado.

Pedro Ely foi identificado no dia 14 de julho, após a realização de um exame papiloscópico (de impressões digitais).

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