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Juiz dos EUA nega solicitação de asilo de criança equatoriana de 5 anos detida pelo ICE

Estadão Conteúdo 19/03/2026 18:04

Um juiz de imigração negou o pedido de asilo do menino equatoriano de cinco anos detido durante uma operação migratória no fim de janeiro do Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE) em Minneapolis, nos Estados Unidos, disse a advogada da família da criança. Eles receberam ordem de serem deportados para o Equador, disse ela.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Liam Conejo Ramos foi detido com seu pai, Adrian Conejo Arias, e passou 10 dias em um centro de detenção no Texas antes de ambos serem libertados e retornarem para casa. Uma fotografia que mostra Liam usando um gorro azul de coelhinho do lado de fora de sua casa, com agentes federais por perto, chamou atenção nacional.

O juiz de imigração John Burns emitiu a decisão de encerrar os pedidos de asilo de Liam e sua família. Os advogados da família irão recorrer da decisão.

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"Estamos profundamente decepcionados com a decisão equivocada do juiz", disse a advogada Danielle Molliver. "Estamos comprometidos com a família e lutaremos no recurso, obviamente, da melhor maneira possível."

Um recurso pode levar anos para ser julgado nos tribunais, embora Molliver tenha dito que espera que o governo pressione por um processo mais rápido.

O caso mobilizou as redes sociais. Em sua conta do Instagram, o deputado democrata Joaquin Castro explicou na quarta-feira, 18, que o pai de Liam foi preso enquanto estava a caminho de ver o seu filho recém-nascido. Adrian Alexander Conejo Arias possui diplomas em biologia e ciências de laboratório clínico. Ele é beneficiário do Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA), programa dos EUA que protege da deportação imigrantes sem documentos que chegaram ao país quando crianças.

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"Muitos beneficiários do DACA passam por um processo rigoroso; quem tem antecedentes não se qualifica. Ele estava no programa desde 2012 e esperava uma reforma imigratória que lhe desse status legal permanente e caminho para a cidadania. Mas o que o governo Trump vem fazendo é atrasar deliberadamente a aprovação das renovações. Arrastam o processo até que o DACA da pessoa expire antes de ser renovado", disse o congressista no vídeo.

As prisões de Adrian e Liam e a repercussão nacional do caso ocorreram durante uma mobilização de milhares de agentes de imigração na região de Minneapolis, o que levou a protestos diários e à morte a tiros de dois cidadãos americanos por agentes federais.

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Vizinhos e funcionários da escola em que Liam estuda acusaram agentes federais de imigração de usar o menino como "isca", instruindo-o a bater na porta de casa para que sua mãe saísse. O Departamento de Segurança Interna classificou essa descrição dos fatos como uma "mentira descarada'. As autoridades afirmaram que o pai fugiu a pé e deixou o menino em um veículo na entrada da garagem. Ele nega essa versão.

O governo afirmou que o pai do menino entrou ilegalmente nos EUA em dezembro de 2024. O advogado da família, no entanto, alega que ele entrou legalmente, solicitando asilo, e que seu pedido de asilo lhe permite permanecer nos EUA.

*Com informações da Associated Press.

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