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Jornalista Christiane Amanpour anuncia que deixará a CNN após 43 anos

Estadão Conteúdo 19/10/2026 18:15

Christiane Amanpour, a veterana jornalista da CNN, que começou como assistente iniciante e ascendeu a uma das correspondentes e âncoras mais visíveis da TV, reportando de zonas de guerra e pontos críticos por décadas, deixará a emissora após 43 anos.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Amanpour, principal âncora internacional da rede, reduzirá a frequência de seu programa diário, "Amanpour", na CNN International, para uma vez por semana no início de 2027, encerrando-o em maio e deixando a emissora no mês seguinte. Ela afirmou em um comunicado nesta segunda-feira, 19, que espera "novos projetos interessantes no futuro".

Amanpour, de 68 anos, também encerrará seu programa no canal PBS, "Amanpour & Co", no final do ano, conforme afirmou em um comunicado divulgado pela CNN. Ela continuará com seu podcast, "The Ex Files", com seu ex-marido, Jamie Rubin, um ex-diplomata americano.

"Após muitos meses de reflexão e algumas noites em claro, decidi me separar da CNN, minha parceira de 43 anos fantásticos!", disse Amanpour. Ela acrescentou que "sempre torcerá pela CNN e por sua história de jornalismo independente. Lembrem-se: sejam sempre verdadeiros, nunca neutros".

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Razão não foi divulgada

Amanpour não deu um motivo para sua saída, nem mencionou especificamente mudanças na emissora. Mas o anúncio coincide com uma nova era na CNN, que passa a ser controlada pela Skydance.

Após um processo que durou um ano, a Paramount, pertencente à Skydance, concluiu a compra da Warner Bros. Discovery por US$ 81 bilhões em 6 de outubro. A fusão une sob o mesmo teto dois gigantes do jornalismo televisivo: CBS e CNN.

Em sua vida pessoal, Amanpour falou abertamente sobre seu diagnóstico de câncer de ovário em 2021 e duas recidivas posteriores, chamando-o de "o assassino invisível". Ela incentivou outras pessoas a "fazerem todos os exames que puderem".

Amanpour ingressou na CNN como assistente em Atlanta, em 1983. Em sua própria mensagem nesta segunda, o diretor executivo da CNN, Mark Thompson, escreveu que, na época, seu potencial não era unanimemente reconhecido.

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"É sabido que um de seus chefes lhe disse, naquela época, que ela não tinha o que era preciso para se tornar correspondente internacional - ou para ocupar qualquer cargo na televisão", escreveu Thompson. "Como ela provou que ele estava errado!"

Fama veio durante primeira Guerra do Golfo

Amanpour tornou-se repórter e, sete anos depois, correspondente internacional. Ela ganhou notoriedade no início da década de 1990, cobrindo a Guerra do Golfo, conflitos no Oriente Médio e muitos outros locais críticos. Reportar sobre guerras é "um senso de missão, um senso de propósito, um senso de poder contar uma história", disse ela.

Ela tinha como objetivo levar notícias internacionais - incluindo histórias complexas - ao público americano. "Nunca acreditei que as coisas sejam complicadas demais para serem exibidas na televisão americana", disse ela à Associated Press em 2023. "Nunca tratei o público com condescendência. Nunca acreditei que eles só queiram saber o que está acontecendo no quintal de casa."

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Amanpour também observou que sua criação lhe proporcionou uma perspectiva única. "Devido à minha criação - sou metade iraniana e metade britânica - tive o grande privilégio de poder ver o mundo a partir de duas perspectivas muito distintas", disse ela. "Sempre defendi a necessidade de construir pontes entre as culturas. Sei que podemos viver em um mundo que não seja 100% tribalizado."

Em seu comunicado nesta segunda-feira, Amanpour agradeceu às suas equipes de campo e equipes de produção.

"Desde minha primeira grande e empolgante missão cobrindo a primeira Guerra do Golfo, até os horrores da Guerra da Bósnia, Ruanda, Afeganistão, Ucrânia e Irã, e todos os outros momentos entre esses, foram as equipes e o companheirismo que fizeram toda a diferença", escreveu ela, "enquanto juntos lutávamos para buscar os fatos, as evidências e a humanidade, para que a CNN pudesse sempre transmitir a verdade sobre o mundo e para o mundo, sem medo nem favorecimento."

*Com informações da Associated Press (AP).

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