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Israel transfere prisioneiros palestinos enquanto Hamas reúne reféns em Gaza

FolhaPress 11/10/2025 12:34

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Israel começou a transferir os presos palestinos que devem ser trocados por reféns, afirmou Tel Aviv neste sábado (11), horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que os sequestrados também estavam sendo recuperados.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

De acordo com comunicado do Serviço Prisional de Israel, milhares de agentes de segurança se envolveram na transferência durante a noite dos detidos para as prisões Ofer e Ketziot, de onde devem ser libertados.

O anúncio ocorreu após o presidente americano afirmar, na noite de sexta-feira (10), que os reféns "estavam sendo recuperados" naquele momento e que alguns estavam em "lugares subterrâneos bastante difíceis". A expectativa, segundo ele, é que os sequestrados sejam devolvidos a Israel na segunda (13).

O acordo de paz, baseado em um plano de 20 pontos proposto pelo republicano, prevê a libertação dos 47 reféns restantes, vivos e mortos, dos 251 sequestrados durante o ataque terrorista do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023. Em troca, Tel Aviv libertará 250 prisioneiros palestinos e 1.700 moradores de Gaza detidos desde o início da guerra —a lista não inclui nenhuma figura emblemática da luta armada palestina.

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"Acho que há consenso sobre a maior parte [do acordo], e alguns detalhes, como qualquer outra coisa, serão resolvidos. Você vai descobrir que, quando estava sentado em uma bela sala no Egito era mais fácil resolver alguma coisa", afirmou Trump sobre o local em que as negociações foram realizadas.

Um dos principais impasses ao longo dos dois anos de guerra na Faixa de Gaza era em relação ao desarmamento do Hamas. O primeiro ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, sempre afirmou que o objetivo do conflito era aniquilar a facção, que por sua vez nega entregar as armas sem a criação de um Estado palestino.

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Ao que tudo indica, a questão deve continuar sendo um problema —um membro do grupo terrorista afirmou à agência de notícias AFP nesta terça que o desarmamento está fora de discussão, embora Trump tenha afirmado que o tópico seria abordado na segunda fase do plano de paz.

Outra questão ainda em aberto é em relação à reconstrução do território, devastado por bombardeios israelenses praticamente diários. Segundo o Acled (Banco de Dados de Localização e Eventos de Conflitos Armados), o Exército israelense atacou Gaza ao menos 20 mil vezes durante o conflito, e as cerca de 50 milhões de toneladas de escombros podem demorar até 21 anos para serem retiradas, de acordo com uma avaliação de janeiro da ONU.

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