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Israel deporta para a Jordânia ativistas brasileiros presos em flotilha

FolhaPress 07/10/2025 07:38

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Um grupo de 13 ativistas brasileiros que seguiam na prisão de Ketziot, em Israel, após ser interceptado em uma flotilha de ajuda humanitária para Gaza, foi deportado nesta terça-feira (7) para a Jordânia.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O QUE ACONTECEU

Brasileiros foram levados até a fronteira com a Jordânia e libertados, informou o Itamaraty. Segundo o órgão, os ativistas foram recebidos por diplomatas das embaixadas de Tel Aviv e Amã na fronteira e são transportados de carro para a capital do país.

Governo da Jordânia confirmou que recebeu brasileiros e pessoas de mais 21 países. Entre os deportados também havia ativistas da Argentina, Uruguai, México e África do Sul.

Esta é a terceira leva de deportações feitas por Israel após a interceptação da flotilha com mais de 40 embarcações. Um primeiro voo com deportados levou 137 pessoas para a Turquia no fim de semana, outros dois, com 170 pessoas, foram para a Grécia e a Eslováquia nesta segunda-feira (06).

SESC PICASSO

Até o momento, só um brasileiro tinha sido deportado: Nicolas Calabrese, que chegou ao Rio de Janeiro nesta segunda-feira (6). Seguiam no país: Thiago Ávila; Bruno Rocha; Lucas Faria; João Aguiar; Mohamad El Kadri; Mariana Conti; Gabriele Tolotti; Ariadne Telles; Lisiane Proença; Magno Carvalho; Victor Nascimento; Luizianne Lins e Miguel Viveiros.

Dos 15 membros da delegação brasileira que rumava a Gaza, 14 foram detidos. O único que não foi apreendido é Hassan Massoud, correspondente da Al Jazeera em São Paulo, que está na contagem de nacionais por ter um passaporte brasileiro.

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Apesar de estar na contagem de nacionais, Hassan, filho de pais palestinos, nasceu no Líbano. A embarcação em que o jornalista estava era considerada um "barco de observação" e não entrou na zona proibida pelas autoridades israelenses.

ENTENDA O CASO

Flotilha Global Sumud ("resiliência" em árabe) zarpou em setembro de Barcelona levando a bordo ativistas e personalidades políticas. Os grupos viajaram em embarcações separadas e chegaram perto das águas do enclave no começo de outubro, após um mês de viagem.

Na quarta-feira (1º), a Marinha israelense começou a interceptar embarcações. Entre os ativistas detidos estavam representantes do Brasil, Argentina, México e Espanha. A ativista sueca Greta Thunberg, o brasileiro Thiago Ávila, a ex-prefeita de Barcelona Ada Colau e Mandla Mandela, neto de Nelson Mandela, também estavam nas embarcações.

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Fotilha afirma que tem intenção de transportar ajuda para o território palestino que, segundo a ONU, sofre com a fome extrema. No entanto, Israel impõe um bloqueio naval no entorno do território, onde há quase dois anos seu exército trava uma guerra contra o movimento islamista palestino Hamas, iniciada após o ataque de 7 de outubro de 2023.

O ataque do grupo extremista em 7 de outubro de 2023 provocou a morte de 1.219 pessoas em Israel. A maioria das vítimas é composta por civis, segundo um balanço da AFP com base em fontes oficiais.

A ofensiva israelense em represália matou pelo menos 66.225 pessoas na Faixa de Gaza, também civis na maioria. Os dados são do Ministério da Saúde do território, governado pelo Hamas, que a ONU considera confiáveis.

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