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Israel deporta Greta e outros 170 ativistas de flotilha

FolhaPress 06/10/2025 09:51

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A ativista Greta Thunberg e outras 170 pessoas presas na flotilha que levava ajuda humanitária a Gaza foram deportadas nesta segunda-feira (6) de Israel.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Greta faz parte de grupos que foram colocados em voos para a Grécia e para a Eslováquia, informou o Ministério das Relações Exteriores do país. Em uma foto divulgada pelo governo de Israel, ela aparece com uma camiseta branca e uma calça cinza, roupa padrão dos ativistas que foram detidos em águas estrangeiras.

Nenhum dos 14 brasileiros que foram detidos na flotilha e estão presos no país foram deportados nesta segunda-feira (6). Os deportados são cidadãos da Grécia, Itália, França, Irlanda, Suécia, Polônia, Alemanha, Bulgária, Lituânia, Áustria, Luxemburgo, Finlândia, Dinamarca, Eslováquia, Suécia, Noruega, Reino Unido, Sérvia e Estados Unidos, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel.

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Com os deportados desta segunda-feira (06), mais da metade dos 473 ativistas que foram presos tentando levar a ajuda humanitária a Gaza no começo do mês já deixaram Israel. Outros 137 foram colocados em voo para a Turquia no fim de semana, enquanto Israel os acusava de "deliberadamente obstruir o processo de deportação, preferindo permanecer em Israel".

Brasileiros seguem detidos na prisão de Ketziot, localizada no deserto de Neguev. Segundo o Itamaraty, eles estão "bem diante da situação" e são submetidos aos trâmites jurídicos das autoridades israelenses e aguardam a deportação.

Dos 15 membros da delegação brasileira que rumava a Gaza, 14 estão detidos. O único que não foi apreendido é Hassan Massoud, correspondente da Al Jazeera em São Paulo, que está na contagem de nacionais por ter um passaporte brasileiro.

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Apesar de estar na contagem de nacionais, Hassan, filho de pais palestinos, nasceu no Líbano. A embarcação em que o jornalista estava era considerada um "barco de observação" e não entrou na zona proibida pelas autoridades israelenses.

ENTENDA O CASO

Flotilha Global Sumud ("resiliência" em árabe) zarpou em setembro de Barcelona levando a bordo ativistas e personalidades políticas. Os grupos viajaram em embarcações separadas e chegaram perto das águas do enclave no começo de outubro, após um mês de viagem.

Na quarta-feira (1º), a Marinha israelense começou a interceptar embarcações. Entre os ativistas detidos estavam representantes do Brasil, Argentina, México e Espanha. A ativista sueca Greta Thunberg, o brasileiro Thiago Ávila, a ex-prefeita de Barcelona Ada Colau e Mandla Mandela, neto de Nelson Mandela, também estavam nas embarcações.

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Fotilha afirma que tem intenção de transportar ajuda para o território palestino que, segundo a ONU, sofre com a fome extrema. No entanto, Israel impõe um bloqueio naval no entorno do território, onde há quase dois anos seu exército trava uma guerra contra o movimento islamista palestino Hamas, iniciada após o ataque de 7 de outubro de 2023.

O ataque do grupo extremista em 7 de outubro de 2023 provocou a morte de 1.219 pessoas em Israel. A maioria das vítimas é composta por civis, segundo um balanço da AFP com base em fontes oficiais.

A ofensiva israelense em represália matou pelo menos 66.225 pessoas na Faixa de Gaza, também civis na maioria. Os dados são do Ministério da Saúde do território, governado pelo Hamas, que a ONU considera confiáveis.

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