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Israel afirma ter matado outro dirigente do Hezbollah; Líbano fala em 1 milhão de deslocados

FolhaPress 29/09/2024 09:47

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Exército de Israel afirmou neste domingo (29) ter matado Nabil Qauq, comandante da unidade de segurança do Hezbollah, em um ataque realizado durante a véspera na periferia sul de Beirute. Se confirmada, a morte será mais um golpe para a milícia libanesa dois dias após o assassinato de seu líder, Hassan Nasrallah.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Tel Aviv intensificou a ofensiva contra o Líbano na tentativa de devolver os 60 mil moradores do norte de Israel que deixaram as suas casas após o Hezbollah passar a atacar a região em solidariedade ao Hamas, em guerra com o Estado judeu na Faixa de Gaza há quase um ano.

Os bombardeios israelenses deixaram um rastro de destruição —o primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, disse a jornalistas neste domingo que quase um milhão de pessoas poderiam ter fugido das zonas de combate. Neste domingo, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas disse ter lançado uma operação de emergência para fornecer alimentos aos afetados pelo conflito.

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"Esse pode ser o maior deslocamento populacional na história do Líbano", afirmou o político após uma reunião de gabinete de emergência. De acordo com o Ministério da Saúde libanês, os ataques israelenses das duas últimas semanas deixaram mais de mil mortos e pelo menos 6.000 feridos.

O número ainda deve aumentar, dado o aumento da tensão na região. Também neste domingo, Israel disse ter atacado dezenas de alvos do Hezbollah no Líbano, enquanto o grupo disse que continuará lutando contra Tel Aviv —a Marinha israelense disse que interceptou um projétil no Mar Vermelho e que outros oito caíram em áreas abertas.

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Nasrallah foi um dos mais poderosos atores da violenta política da região. Além de Nasrallah, foram mortos diversos outros líderes da facção em um mega-ataque aéreo em Beirute, na sexta (27).

"Nosso trabalho não acabou. Temos dias desafiadores à frente. A eliminação de Nasrallah é um passo necessário para mudar o balanço de poder no Oriente Médio", disse o premiê Binyamin Netanyahu após desembarcar de viagem aos EUA para falar na Assembleia-Geral da ONU.

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