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Irã prepara funeral de seis dias para Ali Khamenei, morto na guerra

Cerimônias devem reunir milhões de pessoas e terminar com o sepultamento do aiatolá em Mashhad.

Estadão Conteúdo 03/07/2026 08:03
Irã prepara funeral de seis dias para Ali Khamenei, morto na guerra
Foto: Divulgação

O Irã se preparava nesta sexta-feira, 3, para um funeral de vários dias do aiatolá Ali Khamenei, morto na guerra, e faixas espalhadas por Teerã convocavam a população a se mobilizar em apoio à República Islâmica. As cerimônias devem levar milhões às ruas da capital a partir de sábado, 4, em um momento em que o governo busca projetar força em meio à tensão com Israel e às negociações com os Estados Unidos.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A teocracia iraniana espera repetir cenas que remetam ao enterro do ex-líder supremo aiatolá Ruhollah Khomeini, em 1989, com multidões ocupando as principais vias da capital. A mobilização pode reforçar o governo, sobretudo enquanto Teerã tenta usar sua influência sobre o Estreito de Ormuz nas negociações com Washington por um fim permanente da guerra e enquanto persiste o temor de um novo ataque de Israel.

Nesse contexto, um general que comanda a Guarda Revolucionária, força paramilitar do país, apareceu publicamente pela primeira vez em meses durante as cerimônias. Outros altos funcionários do governo devem participar, ao lado de dignitários estrangeiros, em mais uma demonstração de força.

SESC PICASSO

"Enquanto essas pessoas, que são escolhidas (por Deus), estiverem em campo, com certeza continuaremos a mesma política de 'não à humilhação' que foi fundada pela República Islâmica", disse Mohammad Hossein Rezaei, um voluntário que se preparava para o funeral nesta sexta-feira, 3. "Continuaremos nossa política de buscar independência, e as decisões serão tomadas dentro do país, e o povo decidirá seu próprio destino", afirmou.

O caixão de Khamenei, coberto pela bandeira do Irã, foi colocado no Grande Mosalla de Teerã, ao lado de familiares mortos no ataque aéreo israelense que, segundo as autoridades, ocorreu nos primeiros momentos da guerra, em 28 de fevereiro. Entre os mortos homenageados estão um genro, a filha mais velha, uma neta de 14 meses e a esposa do novo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, filho do líder anterior. Mojtaba permanece escondido após, segundo relatos, ter sido ferido no ataque.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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