A escola de samba Imperatriz do Forte, campeã do grupo de acesso, protagonizou um desfile que emocionou o público e marcou época ao levar para a avenida a riqueza das raízes africanas. Com o enredo “só quem sabe onde é luanda, saberá lhe dar valor”, a agremiação fez uma homenagem profunda à história, à arte e à resistência dos povos de luanda e de todo o continente africano.
Homenagem aos saberes ancestrais
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Foto: Marcos Salles/PMV[/caption]
Durante a apresentação, a verde e rosa revelou a memória dos conhecimentos que atravessaram o atlântico, preservados nas senzalas e quilombos. O desfile destacou a importância de saberes muitas vezes ignorados, como a culinária, a metalurgia e outras tradições transmitidas de geração em geração. Essa celebração foi construída como um verdadeiro manifesto cultural, mostrando que a ancestralidade é fonte de força e inspiração para os afrodescendentes.
Inovação e tradição na avenida
Com três carros alegóricos imponentes, um tripé e 20 alas, o desfile contou com a participação de 1.200 integrantes, que juntos transformaram a avenida em um palco de cor, ritmo e emoção. O coreógrafo Patrick ressaltou o esforço e a criatividade investidos na preparação da performance:
“A expectativa da escola é seguir sendo um grupo especial. Este ano, viemos com tudo, investindo em todos os aspectos para manter essa posição de destaque. Desenvolvemos uma coreografia que traz uma brincadeira envolvendo animais e a realeza de angola. Somos descendentes não apenas de escravos, mas também de reis e rainhas.”
Cultura, resistência e afrofuturismo

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Fotos: Marcos Salles/PMV[/caption]
O espetáculo não se limitou à exaltação do passado. Encerrando o desfile com a potência do kalunga – símbolo da força ancestral que desafia os estigmas das ideologias coloniais – a Imperatriz do Forte integrou o conceito de afrofuturismo à sua narrativa. Essa fusão entre o legado ancestral e soluções contemporâneas reflete a busca por novas formas de enfrentar os desafios atuais da população negra, promovendo inovação sem esquecer as raízes históricas.
Legado e impacto para as novas gerações
Ao unir referências de luanda, harlem, salvador e moçambique, a escola reforçou o elo cultural que une diversas regiões e ressaltou a importância de manter viva a herança africana. Para os entusiastas do samba e da cultura afro, o desfile da Imperatriz do Forte representa não apenas uma apresentação artística, mas também um forte compromisso com a educação cultural e a valorização das origens. Novas gerações, com coragem e criatividade, estão redesenhando o significado dos saberes africanos, transformando história em arte e sonhos de liberdade.
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Foto: Marcos Salles/PMV[/caption]
Em uma noite repleta de brilho, emoção e inovação, a Imperatriz do Forte reafirmou seu lugar de destaque no cenário carnavalesco. O desfile foi uma ode à resistência, à diversidade cultural e à luta constante pela liberdade e igualdade.
Com essa performance marcante, a escola conquista não só aplausos na avenida, mas também a atenção de milhões de internautas, que buscam nas páginas de notícias informações que celebrem a riqueza e a diversidade da cultura afro no carnaval 2025.