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Iêmen ameaça atacar barcos dos EUA no Mar Vermelho por entrada na guerra entre Israel e Irã

Vitória News 22/06/2025 07:12

As tensões no Oriente Médio aumentam, após as Forças Armadas do Iêmen ameaçarem atacar navios de guerra e embarcações comerciais dos Estados Unidos no Mar Vermelho, caso o governo do presidente Donald Trump decida intervir diretamente no conflito entre Israel e Irã.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Em pronunciamento divulgado por meio de uma rede social, o porta-voz do Exército iemenita, Yanya Saree, afirmou que as tropas do país estarão em alerta máximo para enfrentar qualquer movimentação hostil americana na região. “Se os americanos estiverem envolvidos com o inimigo israelense em um ataque contra o Irã, as Forças Armadas do Iêmen atacarão seus barcos e navios de guerra no Mar Vermelho. As Forças Armadas estão acompanhando, monitorando todas as ações na região, incluindo movimentos hostis contra nosso país”, declarou.

Essa postura do Iêmen ocorre em meio a notícias de que os Estados Unidos deslocam bombardeiros B-2 — aeronaves furtivas capazes de atingir bunkers subterrâneos — para a Ilha de Guam, no Pacífico. Segundo a agência Reuters, com base em fontes oficiais americanas, o movimento sinaliza uma possível intensificação do envolvimento de Washington no conflito no Oriente Médio.

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O governo liderado pelos houthis no Iêmen reforçou seu compromisso em apoiar qualquer país árabe ou islâmico que sofra agressão por parte de Israel, especialmente em defesa da resistência palestina. “Não abandonaremos nossos irmãos na Faixa de Gaza e não permitiremos que esta entidade criminosa, apoiada pelos Estados Unidos, implemente seus planos na região”, acrescentou Saree, ressaltando o alinhamento político e militar dos houthis.

Desde o início do conflito, os houthis intensificaram ataques contra embarcações no Mar Vermelho em solidariedade aos palestinos. Também realizaram disparos de mísseis contra alvos em Israel. Em maio, o grupo fechou um acordo com os EUA para limitar ataques contra navios americanos, restringindo suas ações a embarcações israelenses.

Bombardeios B-2 e escalada militar

Veículos internacionais como Reuters e The New York Times confirmam que os bombardeiros B-2, capazes de transportar armamentos para destruir instalações subterrâneas, estão sendo posicionados estrategicamente na região do Pacífico. Especialistas militares avaliam que essas aeronaves podem ser utilizadas para atacar o programa nuclear iraniano, aumentando a preocupação global com a possibilidade de uma guerra mais ampla.

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O presidente Donald Trump afirmou que deve tomar uma decisão em até duas semanas sobre o envolvimento direto dos EUA no confronto entre Israel e Irã, gerando incertezas diplomáticas.

Israel intensifica ataques contra Irã e milícias apoiadas

Enquanto isso, Tel-Aviv anunciou neste sábado o assassinato de Behnam Shariyari, comandante da Força Quds do Irã, responsável pela coordenação das milícias aliadas iranianas no Oriente Médio, incluindo o Hezbollah e o Hamas. O ataque representa uma escalada significativa na ofensiva israelense.

Além disso, Israel confirmou novos bombardeios contra instalações nucleares na província de Isfahan, no Irã. Esta já é a quinta unidade do programa nuclear iraniano atingida por ataques israelenses. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) declarou que, apesar de ainda não haver vazamentos radioativos confirmados, os riscos de contaminação grave aumentam, o que pode afetar não só o Irã, mas países vizinhos.

Conflito já deixa centenas de mortos

O conflito entre Israel e Irã já dura nove dias e resultou na morte de mais de 430 iranianos e cerca de 30 israelenses, segundo dados oficiais divulgados por ambos os países.

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O estopim da guerra foi um ataque surpresa de Israel contra o Irã no último dia 13, motivado por acusações de que o país estaria próximo de desenvolver armas nucleares. Teerã, no entanto, afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos e que estava em negociação com os Estados Unidos para garantir o cumprimento do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, do qual é signatário.

Controvérsias sobre o programa nuclear iraniano

A AIEA tem acusado o Irã de não cumprir integralmente suas obrigações, mas não apresentou provas concretas de que o país esteja desenvolvendo uma bomba atômica. O governo iraniano alega que a agência é politicamente influenciada por potências ocidentais, incluindo Estados Unidos, França e Reino Unido, países que apoiam Israel no atual conflito.

Em março deste ano, relatórios da inteligência americana indicavam que o Irã não fabricava armas nucleares, mas a própria administração Trump voltou a questionar essas informações, alimentando a tensão.

Diversos relatos históricos indicam que o Irã mantém um programa nuclear secreto desde a década de 1950, com suspeitas de desenvolvimento de cerca de 90 ogivas nucleares, o que contribui para o clima de desconfiança e o agravamento do conflito.

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