A crise humanitária provocada pelos terremotos na Venezuela pressiona hospitais, necrotérios e equipes de resgate em Caracas, La Guaira e outras áreas atingidas. O país já registra mais de 1.400 mortos, enquanto mais de 55 mil pessoas seguem sem paradeiro confirmado.
Os dois tremores mais fortes, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram a região na noite de quarta-feira (24), em um intervalo de menos de um minuto. La Guaira, estado vizinho à capital Caracas, está entre as áreas mais devastadas.
Com unidades de saúde sobrecarregadas, moradores relatam dificuldades para conseguir atendimento, remover vítimas e obter informações sobre desaparecidos. A situação também pressiona os serviços funerários e de medicina legal, em meio ao aumento no número de mortes confirmadas.
As equipes de resgate seguem trabalhando em prédios danificados e áreas de difícil acesso. Em alguns pontos, moradores e voluntários participaram das buscas por conta própria, diante da falta de equipamentos pesados e da demora na chegada de apoio especializado.
O governo venezuelano informou que milhares de pessoas ficaram feridas e que famílias foram transferidas para abrigos. A ajuda humanitária e equipes estrangeiras começaram a chegar ao país para reforçar os trabalhos de busca, atendimento médico e distribuição de suprimentos.
Mais de 1.600 socorristas internacionais já foram enviados à Venezuela, segundo informações divulgadas pelas autoridades. O país também recebeu voos com equipes médicas, cães farejadores, equipamentos especializados, purificadores de água, medicamentos e insumos.
O acesso às áreas mais atingidas passou a ser controlado pelas autoridades, especialmente nas ligações entre Caracas e La Guaira. A medida busca liberar a passagem de ambulâncias, equipes de resgate e veículos de apoio humanitário.
Além da destruição causada pelos tremores, réplicas e novos abalos continuam dificultando o trabalho das equipes. Estruturas já danificadas representam risco adicional, o que exige cautela nas operações de busca e retirada de moradores.
A rede elétrica também foi afetada, e o fornecimento vem sendo restabelecido de forma gradual em parte das regiões atingidas. A prioridade das autoridades é localizar sobreviventes, atender feridos e garantir abrigo e assistência básica às famílias desalojadas.
O balanço de vítimas ainda pode subir, já que há milhares de pessoas sem paradeiro confirmado. A dimensão da tragédia coloca a Venezuela diante de uma das maiores emergências humanitárias recentes da América do Sul.