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Homem é condenado à prisão perpétua por matar irmãs brasileiras no Japão

FolhaPress 27/02/2024 12:22

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O peruano Edgard Anthony la Rosa, preso pelo assassinato de duas brasileiras no Japão em 2015, foi condenado à prisão perpétua.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A condenação foi registrada nesta terça-feira (27) pelo Tribunal Distrital de Nagoya. A informação é da agência de notícias japonesa NHK.

"A dor da família enlutada é imensurável", afirmou o juiz responsável pelo caso. Para embasar a decisão, a corte apontou evidências como a compatibilidade da gasolina do carro do acusado com o combustível usado para incendiar o apartamento no qual as duas irmãs foram achadas mortas.

A decisão acata o pedido do Ministério Público do Japão para condenação do acusado. No pedido, o promotor alegou que "não há possibilidade de recuperação" para o peruano.

Edgard continua afirmando que é inocente. A defesa dele afirmou que ele estava sob efeito de drogas, sem conseguir distinguir o certo do errado.

RELEMBRE CASO

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Michelle Maruyama, 29, e Akemy Maruyama, 27, foram encontradas mortas na casa onde viviam em Handa, no Japão. O crime foi registrado em 30 de dezembro de 2015.

O responsável pelas mortes, ex-marido de Akemy, incendiou a casa delas. A perícia, porém, constatou que elas foram mortas por estrangulamento antes do incêndio.

Edgard foi preso dias depois, já em 2016. Na ocasião, ele foi abordado em Nagoya enquanto dirigia o carro de Akemy sem habilitação e com as duas filhas dela no veículo. No entanto, ele acabou solto.

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Depois, em dezembro de 2020, ele foi detido novamente sob acusação de assassinato. No início daquele mês, ele havia sido preso por ser apontado como o responsável por colocar fogo no imóvel, mas não pelos assassinatos, que aconteceram antes do fogo se propagar.

O peruano foi casado com Akemy por seis anos e não teria aceitado o fim do relacionamento. Por isso, passou a ameaçá-la.

"Ele sempre foi agressivo, arrogante, mas ela sempre muito tímida, não contava isso para ninguém", disse a mãe das duas jovens, Maria Aparecida Amarilha Scardin.

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