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Hezbollah ataca Israel com drones em resposta a mortes de líderes do grupo

FolhaPress 09/01/2024 11:44

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Hezbollah promoveu nesta terça-feira (9) um ataque robusto com drones explosivos contra uma base de Israel em resposta às ofensivas de Tel Aviv no Líbano, país em parte controlado pelo grupo islâmico extremista. A ofensiva reforça o temor de propagação do conflito contra o Hamas no Oriente Médio.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A facção disse que os drones atingiram o quartel-general do Exército israelense na cidade de Safed, no norte do país. Foi a primeira vez que o grupo atacou a base, localizada a cerca de 8 km da fronteira com o Líbano, durante a guerra na Faixa de Gaza, iniciada há pouco mais de três meses. A estrutura serve como importante centro logístico para Tel Aviv.

Um porta-voz das Forças Armadas de Israel confirmou que uma base na região norte foi atacada, mas minimizou a ação, acrescentando que não houve danos ou vítimas. O militar não especificou o local a qual se referia nem divulgou detalhes da ofensiva.

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A tensão entre o Estado judeu e o Hezbollah, que vinha sendo equilibrada desde o início da guerra entre Tel Aviv e o Hamas palestino, contudo, tem crescido nas últimas semanas.

O Hezbollah disse que o ataque é uma retaliação pelo assassinato, na semana passada, do vice-líder do Hamas, Saleh al-Arouri, em Beirute, a capital libanesa, em ataque atribuído a Israel. Também afirmou se tratar de uma vingança à morte de um dos chefes da força de elite do grupo ocorrida nesta segunda (8) durante bombardeio israelense no sul do Líbano.

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Mais de 130 combatentes do Hezbollah foram mortos no Líbano durante as hostilidades com Israel, no pior confronto entre eles desde o fim da guerra em 2006. A violência forçou dezenas de milhares de pessoas a fugirem de suas casas em ambos os lados da fronteira e levantou a preocupação de que o conflito poderia se intensificar e se espalhar na região.

Os EUA enviaram porta-aviões para dissuadir o Hezbollah de tomar ações mais incisivas. Mas o navio que pressionava o grupo extremista pelo flanco esquerdo, no Mediterrâneo, deixou a região na semana passada. Ainda há um outro porta-aviões americano no Oriente Médio, baseado por ora no mar Vermelho.

Analistas temem que, com o anúncio de Israel de que o foco da guerra para desabilitar o Hamas após o mega-ataque de 7 de outubro iria ser canalizado para ações no sul de Gaza, recursos militares sejam desviados ao norte para um tira-teima eventual com o Hezbollah —com quem Israel já lutou várias guerras.

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Tel Aviv quer que o grupo se retire para as fronteiras de uma zona tampão no sul do Líbano, determinada pela ONU em 2000, mas o Hezbollah se nega a fazê-lo. Neste momento, com a retirada de moradores de uma faixa da fronteira israelense, o tampão na prática está no território israelense, e essa é uma situação politicamente insustentável para o já pressionado governo de Binyamin Netanyahu.

O premiê recebe nesta terça a visita do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, com uma agenda indigesta para tentar reduzir o conflito em Gaza e evitar seu alastramento.

Tanto o Hezbollah quanto o Hamas são apoiados pelo Irã, arquirrival dos americanos, israelenses e árabes moderados na região.

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