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Hamas diz aceitar termos gerais de plano dos EUA para cessar-fogo na Faixa de Gaza

FolhaPress 11/06/2024 18:39

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dia após o Conselho de Segurança da ONU aprovar uma proposta apresentada pelos Estados Unidos para estabelecer um cessar-fogo na guerra entre Israel e Hamas, líderes da facção terrorista disseram nesta terça (11) que o grupo está disposto a aceitar o plano e pronto para negociar os detalhes.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Em viagem pelo Oriente Médio, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, afirmou que a declaração representa um "sinal de esperança" para apaziguar o conflito que se arrasta há oito meses.

Mediadores do Qatar e do Egito confirmaram o recebimento de uma sinalização positiva do grupo terrorista, mas um dos negociadores disse à agência de notícias AFP que a facção exigiu emendas ao plano de Washington, o que colocaria em dúvida a viabilidade de sua implementação.

Já o governo israelense negou avanços nos diálogos. À agência Reuters uma autoridade disse, sob condição de anonimato, que o Hamas mudou os principais parâmetros da proposta aprovada pela ONU, incluindo os planos para a soltura de reféns ainda mantidos em cativeiros na Faixa de Gaza.

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Antes da resposta do Hamas, um funcionário do governo israelense havia afirmado que a proposta apresentada pelos EUA permite a Israel alcançar seus objetivos na guerra, incluindo a destruição do grupo terrorista e a libertação de reféns, segundo o jornal The New York Times. Ele não disse, porém, se Tel Aviv pretendia aceitar o acordo, e Netanyahu tampouco havia sinalizado essa possibilidade.

As discussões sobre os planos pós-guerra ainda continuarão nos próximos dias, ponderou Blinken, que voltou a se reunir com autoridades israelenses nesta terça, em Tel Aviv. O chefe da diplomacia americana desembarcou em Israel na segunda, em sua oitava visita ao Oriente Médio desde o início do conflito, para pressionar as partes envolvidas pelo estabelecerem um cessar-fogo

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O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, disse que as autoridades americanas estavam avaliando as emendas propostas pelo Hamas. Ele enalteceu o envio de uma resposta formal do grupo terrorista, descrita por ele como útil para a construção dos diálogos.

A proposta adotada pela ONU para cessar-fogo foi apresentada no final de maio pelos EUA como uma iniciativa de Israel e propõe uma trégua de três fases.

Na primeira fase, haveria um cessar-fogo completo por seis semanas, a retirada de todas as tropas das áreas habitadas da Faixa de Gaza e a libertação de reféns sequestrados pelo Hamas em troca de centenas de prisioneiros palestinos. Ao mesmo tempo, passaria a haver um fluxo de 600 caminhões de ajuda humanitária entrando em Gaza por dia, de acordo com o presidente americano, Joe Biden.

Na segunda fase, Hamas e Israel negociariam um fim para a guerra, e o cessar-fogo continuaria em vigor durante essas negociações. A terceira fase consistiria de um plano de reconstrução do território palestino.

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Moradores palestinos disseram que as forças israelenses que operam na cidade de Rafah, no sul do país, explodiram um conjunto de casas nesta terça, e que um ataque aéreo israelense em uma das ruas principais da Cidade de Gaza matou quatro pessoas.

Os EUA são os principais aliados e o maior fornecedor de armas a Israel, mas, assim como grande parte da comunidade internacional, tornaram-se críticos em relação ao enorme número de mortes de civis em Gaza e à destruição no território causada pelas ofensivas israelense. Desde o começo da guerra, mais de 37 mil palestinos foram mortos nos ataques, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas.

Na Faixa de Gaza, na terça-feira, os palestinos reagiram com cautela à votação do Conselho de Segurança. "Só vamos acreditar quando virmos [o cessar-fogo]", disse Shaban Abdel-Raouf, 47, forçada a se deslocar no conflito e que atualmente está abrigada na cidade central de Deir Al-Balah.

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