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Governo Trump troca foto de Biden por caneta automática na Casa Branca

FolhaPress 25/09/2025 20:12

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo de Donald Trump ironizou o antecessor do republicano na Presidência, Joe Biden, ao pendurar na nova galeria de retratos presidenciais da Casa Branca a foto de uma caneta automática, um aparelho usado para reproduzir assinaturas, em vez da imagem do democrata.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A provocação remete a uma crítica recorrente de Trump e de seus aliados republicanos: a de que Biden teria utilizado de forma excessiva o dispositivo para validar decisões durante sua gestão. Segundo eles, o recurso faria parte de uma estratégia para esconder a suposta deterioração cognitiva do então presidente, que atualmente tem 82 anos.

Um vídeo publicado na plataforma X por Margo Martin, assessora de comunicações de Trump, mostra a nova galeria. A câmera percorre uma sequência de retratos em preto e branco até chegar à imagem da caneta automática, que representa a gestão Biden. Do lado direito e esquerdo estão as fotografias de Trump em seu primeiro e segundo mandato, respectivamente.

Aos 79 anos, o republicano faz críticas recorrentes a Biden, atribuindo a ele responsabilidades por problemas econômicos, incluindo a inflação, e também por crises internacionais, caso das guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza.

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Biden, que derrotou Trump nas eleições de 2020, foi forçado por membros de seu partido a abandonar a corrida eleitoral de 2024 depois de um debate desastroso contra o republicano revelar as dificuldades que o então presidente tinha ao articular frases e formar raciocínios.

Em entrevista publicada em julho pelo jornal The New York Times, Biden disse ter usado a caneta automática em documentos relacionados a perdões e indultos concedidos no fim de seu mandato.

Pouco antes de deixar o poder, Biden emitiu milhares de perdões ou indultos. As ações se dividiram em três categorias amplas: o então presidente diminuiu as penas de pessoas condenadas por crimes não violentos relacionados a drogas, perdoou pessoas que estavam em prisão domiciliar por causa da pandemia e que teriam de voltar ao regime fechado, e transformou a pena de morte de 37 das 40 pessoas que aguardavam execução em prisões federais em pena de prisão perpétua.

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Além disso, Biden perdoou de maneira preventiva pessoas que poderiam sofrer perseguição judicial do governo Trump, como o general aposentado Mark Milley e o médico que liderou os esforços do governo contra a pandemia, Anthony Fauci. O democrata emitiu também perdões para membros da sua família, incluindo seu filho, Hunter Biden, condenado por fraude fiscal e posse ilegal de arma.

Sem embasamento, Trump afirma que esses perdões são ilegais, pois teriam sido assinados com a caneta automática sem conhecimento do ex-presidente.

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