Governo tem compromisso fiscal e dólar vai cair, diz Alckmin

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quinta-feira (13) que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem compromisso com o equilíbrio fiscal e que a alta do dólar, que saltou da faixa dos R$ 5,10 para os R$ 5,40 no último mês, é momentânea.

Alckmin defendeu ainda que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vem fazendo um bom trabalho e disse acreditar em manutenção do ritmo de queda da taxa de juros, embora o mercado já espere manutenção da Selic em 10,50%.

O vice-presidente da República falou em evento promovido por fundo de investimentos da Arábia Saudita, o mesmo em que Lula havia participado um dia antes. A entrevista de Lula mencionando aumento de arrecadação provocou apreensão no mercado.

Haddad estava na programação do evento no Rio de Janeiro, mas cancelou sua presença.

Em seu discurso, Alckmin tentou tranquilizar investidores, reafirmando compromisso do governo com o arcabouço fiscal e citando dados de crescimento da economia e do emprego em um cenário de controle inflacionário como vantagens competitivas do país.

“Quero destacar o compromisso do governo do presidente Lula com o arcabouço fiscal”, afirmou à plateia formada em maioria por empresários brasileiros e árabes. “O Brasil é um país com absoluto compromisso fiscal.”

Em entrevista após o evento, Alckmin repetiu o discurso sobre o compromisso fiscal e disse acreditar que o dólar não se sustentará nos patamares atuais. “Temos absoluta confiança que o dólar vai cair. Isso é coisa momentânea”, afirmou.

Ele defendeu que a MP (medida provisória) que limitava a recuperação de créditos de PIS/Cofins, que acabou sendo modificada após duras críticas do mercado, tinha o objetivo justamente de assegurar o equilíbrio fiscal.

“O ministro Fernando Haddad tem feito um bom trabalho e o governo é o governo do diálogo”, disse. “Então, tenho certeza que vai ser um esforço para melhorar a arrecadação e, de outro lado, para buscar melhor eficiência no gasto público, ou seja, também trabalhar pelo lado da despesa”.

Questionado sobre a disposição do governo para cortar gastos, repetiu que um dos objetivos é atingir “melhor eficiência no gasto público, possibilitando você fazer mais com menos dinheiro”. “Então, agir dos dois lados, pelo lado da receita e pelo lado da despesa.”

Alckmin evitou projetar algum valor ideal para o câmbio e disse acreditar que o cenário “transitório”, na sua visão, não terá influência sobre a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) a respeito da taxa de juros básica da economia.

“A expectativa é que [a taxa Selic] continue caindo. Nós não podemos agir por questões transitórias, espasmódicas. É passageiro. Os fundamentos da economia brasileira são muito sólidos. E os compromissos também.”

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