sexta-feira, 27 maio, 2022
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Em 10 meses, 43.815 pessoas foram diagnosticadas com dengue no Espírito Santo

Por Walter Conde

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registrou entre o início do ano e o dia 24 de outubro, quando concluiu a edição semanal do 43º Boletim Epidemiológico da Dengue, que 43.815 pessoas tiveram dengue no Espírito Santo. A transmissão tem como vetor a fêmea do mosquito Aedes aegypti. O documento da Sesa diz que o auge da infecção, com 2.603 pessoas, ocorreu na semana de 8 a 14 de março último.

Para impedir a proliferação do mosquito transmissor da doença a receita é simples: ação da Vigilância Sanitária, efetuando visita aos domicílios, limpeza das valas e eliminação de focos e participação dos moradores, impedindo acúmulo de água em poças e recipientes.

Apesar da forte incidência na região da Grande São Pedro, em Vitória, registrada pela Secretaria Municipal de Saúde de Vitória no Pronto Atendimento (PA) de São Pedro, a Sesa declara que a capital é “município de baixa incidência”. Apenas em janeiro, a Prefeitura de Vitória registrou mais de dois mil casos no município, sendo mais de 70% na Grande São Pedro.

Os campeões de registros de casos de dengue no Espírito Santo, de acordo com a Sesa, são os seguintes municípios: Ponto Belo, Mucurici, Boa Esperança, Linhares, Montanha, São Mateus, Vila Pavão e Cachoeiro de Itapemirim. A recomendação da  é para os moradores exercerem a fiscalização, limpando água do quintal, tirando água dos pratos de plantas, colocando garrafas vazias de cabeça para baixo, tampando tonéis, depósitos de água, caixa d’água e mantendo a limpeza.

SINTOMAS – A infecção pelo vírus, de acordo com a Sesa, causa diversos sintomas, como febre alta, enxaqueca, dor atrás dos olhos, dores no corpo e manchas avermelhadas espalhadas pela pele. A fase febril da doença pode durar entre três a cinco dias. Após esse período, o paciente pode ser curado ou passar para a forma grave, apresentando dores abdominais intensas e contínuas, vômito persistente, sangramentos de mucosas (ouvido, nariz, gengivas, entre outros) e aumento do fígado.

Segundo recomenda a Secretaria de Saúde, para que o tratamento seja realizado de forma adequada, é necessário procurar auxílio médico logo nas primeiras manifestações da doença. Além disso, a população deve estar empenhada na eliminação dos possíveis focos do mosquito.

Já a chikungunya teve neste ano, até o último dia 24 de outubro, 15.337 casos, sendo que três óbitos foram confirmados pela doença. Já a Zika, também entre o início do ano e 24 de outubro teve o registro pela Sesa de 1.537 casos. Tanto a dengue, chikungunya e Zika tem como transmissor o Aedes aegypt.

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