sexta-feira, 27 maio, 2022
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Com 39 mortes e 76 mil casos, ES vive o risco de surto de dengue

Desde o início do ano de 2019, foram registrados 76 mil casos de suspeita de dengue no Espírito Santo, um aumento de 413% em relação ao ano passado. Isso significa uma média de 1,9 mil casos para cada 100 mil habitantes. Houve 39 mortes. O município de Linhares é o que concentra a maior incidência, seguido por Pedro Canário e Mucurici. O sorotipo 2 da dengue torna a doença mais forte e está circulando no estado.

Os casos de suspeita de zika foram 1,1 mil até o mês de novembro, enquanto os de chikungunya bateram em 2,4 mil. Roberto Laperriere é coordenador do Programa Estadual de Combate ao Aedes aegypti da Secretaria de Saúde do estado. Ele conta que o governo articula mobilização junto aos municípios para o combate ao mosquito. Segundo Laperriere, a região de mais casos de infestação é a Metropolitana, na grande Vitória.

“A região metropolitana engloba os municípios de Serra, Viana, Guarapari. Nessa região, dos 4 milhões de habitantes do estado, estão mais de 2 milhões. Ano após ano, essa é sempre uma região de atenção para a gente e onde está a maior concentração no número de casos”.

O diretor conta também que Secretaria de Saúde iniciou um projeto-piloto que integra vigilância e assistência, visando minimizar os impactos de futuras epidemias no estado. A ideia é reduzir o número de mortes. Ele alerta a população para a necessidade de checar os locais propícios ao mosquito dentro de casa e faz um apelo.

“Aqui, no Espírito Santo, a gente orienta que população escolha um dia na semana para realizar o que chamamos de checklist semanal na residência. Nesse checklist, ela vai procurar possíveis depósitos, criadouros do mosquito e promover a sua eliminação. Dengue mata. Por mais que a gente veja as pessoas tratando a dengue de forma não grave, a gente também observa muitos óbitos. Neste ano, tivemos 39 mortes. Assim que sentir qualquer sintoma, febre, dor no corpo, dor nos olhos, procure um serviço de saúde. Para quem recebe as orientações, não se automedique. Se hidrate bastante. Essas são as recomendações da Secretaria”.

Para combater o mosquito, governo e população precisam ser aliados. Ao verificar os reservatórios, eliminar os vasos de planta, descartar embalagens e utensílios da forma correta e manter calhas limpas, o cidadão evita deixar água parada. Até mesmo uma tampa de garrafa pode servir como local de proliferação. Para saber mais sobre o combate ao mosquito no estado do Espírito Santo, acesse mosquito.saude.es.gov.br/. 

 

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